Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

At last, that flight

Demorou.
E como demorou.

Demorou pra poder levantar, esticar as asas.
Demorou pra mirar os céus, antes sonho improvável, devaneio do jovem pássaro.

Demorou pra aprender, se acostumar. Saber quando lançar-se ao voo, de acordo com os ventos e umidade. É importante aprender isso, demais até. Às vezes não existe ás dos ares que resista a uma tempestade poderosa, e é mais sábio esperar em ninho seguro, até que esta passe.
Guardar as forças para as emergências, pra quando tentarem alvejar o viajante dos céus. Sempre há desses moleques desnaturados por aí, muitos crescem e ainda adquirem chumbo. Mas não é de vis caçadas que venho falar.

Falo em si do voo. Aquele voo que todo jovem pássaro espera e sonha em vida. 
O voo dos sonhos. Realmente, ele demora. Pra começar, principalmente. Mas, desde o início, a sensação é única.

A sensação de observar tudo que ficou pra trás, com certa dose de orgulho e até alívio. Pensar feliz: "É agora, essa é a minha hora!". Isso não tem preço. 
Da mesma forma que poder visualizar o caminho do futuro. O próximo pouso, ainda distante, mas que causará bastante satisfação. 

Ah, essa sensação. De ascender, planar inatingível. E melhor, acompanhado. 
Voar é ser vivo. Voar é o que me faz vivo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário