Ah, a vida é engraçada.
Sento eu no meu tédio, sem ideias do que fazer para um sábado a noite.
De repente me pego pensando em velhas amizades. Mas amizades que se esvaíram.
Será que é assim mesmo?
Será que eu realmente devo me sentir indiferente as atitudes e problemas de gente que por vezes defendi e estimei?
Engraçado, não vejo indicações do contrário. Esperava algum sinal socialmente aceitável. Talvez não seja assim que funcione.
Talvez só exista permissão pra esquecer quando isso é de comum acordo. E explícito. Talvez esquecer gente que importou seja doloroso demais para ser anunciado. Como o desapego de brinquedos velhos. Às vezes é melhor perdê-los por acaso e sem intenção do que tentar criar coragem de jogar fora algo que pareça bom ainda que não o seja mais.
Nem todo mundo nos faz bem pra sempre. Às vezes, mesmo uma amizade é fase.
É uma lástima que o seja.
Mas, e aí? De nada adianta espernear. Certos caminhos, por mais paralelos e próximos que andem, não aproximam de verdade seus viajantes.
Só se pode seguir.
sábado, 31 de outubro de 2015
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