Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Que continue assim..../ Dedicado ao CPII

Já estou ficando com olheiras bem grandes. Toda noite seguro até a hora que for pra conseguir ver as notas de corte. Nesta madrugada, um alívio tão bom como um copo de água no deserto: apesar de mais um aumento na nota de corte, que agora está em 760 pontos, eu mantive a minha colocação. 11º de 28 vagas. O que deve estar acontecendo é um aumento de inscritos com uma nota perto disso, de 760 pra 770. Como eu tenho 772, eles vão se revezando em colocações e aumentando a nota de corte, mas eu me mantive estável por ainda ter uma nota maior. E espero que continue assim. Desculpa soar redundante mas, o que mais posso dizer? To secando mesmo a concorrência, como se você não estivesse fazendo isso né leitor...xD
Até porque, mesmo sonhando em querer fazer algo pra mudar esse mundo todo de forma prática (até por isso escolhi engenharia ambiental, porque são esses caras que podem parar o desenvolvimento desequilibrado e investir em novas maneiras), eu tenho que ter acesso ao conhecimento pra depois levar isso certo? Isso eu tenho bem forte na mente, eu não posso de fato mudar o mundo de uma maneira radical se eu não souber como mudar nem na minha parte.
Aos pouquinhos também as coisas têm se desenrolado. To começando a monografia e amanhã acabo ela de vez. Também amanhã, se já der, pretendo me encaminhar pro alistamento no exército, pra não mais me estressar com datas e documentações, etc e talz. Assim vou me livrando das cargas e me preparando pra maior responsa que já tive.
Faculdade, tá aí uma coisa que às vezes parece distante, mesmo depois de ter acabado a escola.
E falando na escola, é sobre ela que queria dar um enfoque hoje.
Eu realmente não tive o tempo que quis pra chegar aqui no blog e contar assim, caso a caso, passo a passo, o quanto o CPII significou pra mim. E mesmo que juntasse todos os textos que postei no facebook, orkut e perfis dos amigos nessas redes sociais, e todas as palavras que já usei, ainda não seria suficiente. Eu não sou como o Phelipe ou o Caio Sereno, que esbanjam sensibilidade pra escrever textos do tipo. Aliás, pra qualquer texto eles me dão um banho. Gostou de um poema meu? Me inspirei no poder deles. Simples e claro como água.
E o fato é que o CPII é uma escola tão especial e que me marcou de uma forma tão única que é difícil também não escrever. E mesmo que eu num saiba exatamente como, eu sempre vou escrever.
Deixa eu ver, eu tinha 10 anos. Por aí...é, eram 10 anos sim. Eu não vivia o melhor dos meus momentos na vida pessoal. Pelo contrário. Na minha escola antiga eu era o maior nerd posssível, nunca tirando menos que 9. Era muito zoado. Gordinho e nerd, duas péssimas combinações. Porém eu até era meio que respeitado por alguns. Justamente os que também ralavam por lá. Na minha turma, de no máximo 20 alunos, eu considerava 6 ou 7 amigos mesmo. E por mais nerd que eu fosse, eu aprontava com eles e a gente até caia na porrada constantemente. Acho que foi parte do processo pra aprender a impor respeito, ter espaço. Todo mundo tem que apanhar né. Sorte a minha que naquela época, eu batia mais que apanhava. Na verdade, não me lembro de nunca ter perdido uma briga, ou apanhado demais. Já me separaram, coisa do tipo.
Até porque criança ACHA que briga né. Empurrões, alguns socos mal dados e agarração esquisita, é tudo que uma criança sabe fazer. Era um bonde até engraçado. Eu, André, Erick (esses dois eram os únicos que quase não eram zoados), Diego, Danilo, Léo e Raphael. Éramos a pior turma da escola. E por mais que eu, como criança, os visse como bons amigos, eu aturei muita coisa escrota naquela idade e mesmo assim, era a melhor parte do dia. Com 10 anos, faziam 2 que meus pais haviam se separado. E foi a pior época: sempre estavam brigando. Minha vó, nem preciso comentar a contribuição dela pra me sentir mal nessa época.
Daí fiz a prova pro CPII. Sabia que seria um desafio. Fiz uma explicadora, e tentei fazer as provas, do jeito que dava. Passei. Eu criei um laço com a escola muito antes de passar. Eu sabia que era em São Cristóvão, o bairro que eu visitava o Zoo. Eu sempre ia lá todo ano. Gostava. E daí aquilo virou uma motivação a mais.

No meu primeiro dia eu lembro da iniciativa idiota de criar um clube. Caralho, como eu era carente.

Na primeira semana quase matei o Michel. Hoje quase não encontro com ele, mas nos falamos como bons colegas. Imagina o trauma do cara de mim né...
Na 5ª série eu logo conheci aqueles que seriam grandes amigos. Pedro foi o primeiro. Dali conheci o Pablo e por tabela o Gabira, Souza, Flávio e os 'mentores': Jay-Z e Kainan. Foi dali que nasceu o Monuma. Todos nós, ou apenas alguns, sempre sentando em roda do lado daquela pilastra mais isolada, em frente a escadinha dos vestiários. Todos nós sempre tivemos aquele ponto em comum, de sermos rockeiros e talz. E conhecer todos eles me ajudou a ter um grupo, amigos mesmo. De verdade. E começou, com o passar do tempo, a me mostrar que a música era mais que uma simples paixão ou voz: era algo que eu podia tentar mesmo.

Com o passar do tempo, o círculo foi aumentando. Já no ano seguinte o Kadu, Davi e Rappa se juntariam a nós. A sexta série foi um passo e tanto na minha vida. Eu comecei pela primeira vez a me interessar de fato por algumas garotas. Antes era algo como, 'olha, que menina bonita'. Já naquela fase era: 'menina bonita. Será que ela me beija?'
O foda era a auto-estima né. E dali foi que resolvi mudar. Eu não me sentia bem gordo. Fechei a boca, comecei natação. Emagreci muito, mas ainda tava meio gordo.
Lembro que junto com o interesse maior em garotas eu comecei realmente a fazer amizades sinceras com algumas. Acho que disparado, desta época, os melhores exemplos são a Bia e a Danielle. A Bruna, que curiosamente hoje é minha melhor amiga, na época eu mal conhecia. Só sabia eu que era a gêmea diferente da Bia, que era da 4..etc.

Daí paramos as séries e vamos pros anos, porque o que seria minha 7ª série foi transformado por lei no 8º ano. Coisa de louco entender essas mudanças inúteis na burocracia do ensino, se nunca teve mudança de fato no ensino né?
Lembro que meu 8º ano foi sem dúvida meu ano mais tranquilo de todo o CPII, embora como muitos eu tenha me revoltado em MAIS UM ANO de cidadania. Quem aí lembra? Quando entramos, cidadania era apenas para a 5ª e 6ª séries. Aí tacaram mais um ano. Era minha pior matéria. AHHHH COMO EU DETESTAVA CIDADANIA! E me desculpem mas num é cidadania estilo sociologia não minha gente, era cidadania tipo educação básica de criança, não se dá isso pra pré-adolescentes ou sequer adolescentes, é como duvidar da capacidade mental deles. E ainda insinuar que seus pais num lhe deram tal educação. Você tem dúvidas se a criança recebeu? Dê isso no primário, porra! Esse tipo de coisinha NINGUÉM vai receber depois de certa idade, é como martelar água. Você pode escolher a intensidade que quiser, só vai respingar e olhe lá. Educação básica, quase moralista de comportamento, isso se dá em casa, e nem precisa tanto moralismo quanto tinha em cidadania.
Esse ano também foi maneiro pela entrada do Marreco na turma. Se me lembro bem foi no 8º ano. Era uma grande figura, um mito.

Aí veio o 9º ano..

=)

De fato, é sempre assim. O último ano de alguma fase sempre é o melhor. Independente do que acontecer.
E olha que eu tive bons motivos pra não ser alegre nesse ano. Entrei pra categoria de romântico exagerado que necessitava de internação urgente com o passar do tempo. Estou nela até hoje, mas se você levar em conta o tempo que eu levei pra estabilizar e fazer dar certo alguma coisa na minha vida no que diz respeito a isso, você pode me imaginar então, no 9º ano, tendo decepções que REALMENTE, de verdade, me magoavam, sem nem metade da maturidade que tenho hoje. Não que eu não fosse maduro, mas pra esse tipo de coisa eu era um bebê bem lerdo.
O 9º ano foi de fato, quando eu acordei pra música. The Losers, foi foda. Pelo menos o tempo que estive na banda. Lembro de como fizemos a primeira música juntos, o refrão foi algo muito espontâneo. Lembro do Szpilman, prof de música, dando os toques. A gravação então foi um sufoco. Eu resfriado, todo rouco, contra 2 guitarras e um baixo quase no máximo. Se tivesse bateria eu num teria dado conta. Lembro também que consegui, mesmo assim, contribuir pra nossa classificação pra fase final. E aí o Kadu, fazendo a maior escrotice que podia, me cortou da banda. Botou 4 garotas. Pra quê? Foram sacaneados pelo professor que tava dando apoio pros pagodeiros, as minas brigaram no dia do show pelo que eu sei, e perderam.
Dali a formação do The Losers se desfez, mas eu aprendi que eu gostava de fazer música. Cantar. E daí resolvi tocar.
No fim daquele ano, após a formatura, eu tinha a Michelle, minha viola, em mãos.

Aí ensino médio! As coisas mudaram de forma brutal nesta fase.

Eu emagreci ainda mais do 9º ano para o 1º. Comecei a aprender violão e foi de forma rápida. Também neste passo comecei a andar de ônibus pra vir pra escola. Daí formou-se o bonde da Ilha do CPII, por assim dizer.
Reforço de antigas amizades, e o começo de novas incríveis e sempre marcantes: Phelipe e Henrique, conheci os dois neste ano, meus dois irmãos eternos. Ainda teve o Julio, a Thaiane, e pelo ônibus a Larissa. Na sala muita figura comédia, além das já citadas, como a Taissa, Julia, Lucas, Caio (que eu já conhecia de anos mas quase num falava), Tomaz, Henrique, sem falar que comecei a me aproximar mais da Bruna, e dali viramos grandes amigos. Hoje, ela é a melhor.
Conheci os desafios que se é ter uma rotina com ônibus, escola e aulas do técnico. E consegui superá-los.

O fim deste ano num foi tão bom. Um besta apaixonado pagando de otário, pra variar. Mas isso rendeu boas inspirações.

2010 foi o mais tenso de todos. Eu reclamava de estar forever alone? Pior foi a namorada que eu arrumei naquele ano, e o que eu passei pelo pouco que aproveitei.
Em compensação, os laços com os amigos foram os melhores possíveis. Mesmo com a divisão da turma e a velha distância que se estabeleceu com a galera do Monuma pelo técnico. As coisas fluíram no acadêmico. No pessoal, a fase foi de reflexão e apoio total dos amigos, nessa hora que você vem quem é quem. Perdi a vó, família em crise, etc e talz. Foi barra. Precisei de força pra tocar em frente. Um ano pra lá de conturbado em todos os sentidos. E claro, eu com a minha guitarra desde o começo desse ano foi algo maravilhoso. Primeiras experiências ao vivo, começando a evoluir.


2011: O ANO. Simples assim. E essa retrospectiva continua amanhã...só pelo suspense..rs

Nenhum comentário:

Postar um comentário