Há veneno em você.
Em tudo que você faz.
Mas não é algo do tipo, veneno daqueles que a gente tem asco ou repudia com vigor, que temos mania de atribuir à cobras ou quaisquer outros vetores que podem nos ser prejudiciais.
É aquele veneno que judia dos outros. Judia de mim.
Chama pra perto, e brinca. E fica ali, guardado.
É heroína, cocaína, o que for que possa ser injetado, cheirado, provado.
É álcool, talvez destilado.
E como vicia.
Não sei dizer. Não quero que você entenda isso como se você fosse venenosa, prejudicial.
Não, não, jamais. Não há nenhuma conotação negativa no que digo.
Mas é que você é do tipo apaixonante. Aquele tipo que me ganha. Ganha todo mundo, pra ser mais exato.
Gosto de pensar que nossa aproximação é proibida. Que tem um quê de algo que não deveria ser. E no fundo tem, sendo você como é, e eu como sou.
Tenho meus porquês. Razões dignas pra evitar falar com você desprevenido. Coisas que você deve entender e imaginar, na tua cabeça esperta.
Mas ainda assim, você sabe me pegar de surpresa. E joga o veneno. Eu mordo.
Intoxicado, abro feridas nos espaços da lógica, pra vazar a contaminação. "É só uma boa amiga."
E esse "só" não tenta magoar, nem te diminuir. É mais pra me lembrar do que não devo.
Devo?
Sei lá. Você parece gostar de mistério.
Então deixo aqui registrado pro seu deleite, se um dia você esbarrar de ler, e se tocar que é pra você.
Você é esperta demais pra não se tocar, oh se é..
E aí eu vou arrumar um problema.
Seria um maior se eu não pensasse e simplesmente agisse após ser exposto ao teu veneno.
Delícia de toxicidade.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário