Aprendi a apreciar a solidão de uma chuva leve, falseteando ensaios de verão.
Aquela que cai justo quando você já está chegando em casa, e não faz mais questão de acelerar o passo. O trajeto agora é curto, são poucos minutos.
Mas o que era pra ser uma caminhada conformada e preguiçosa, acomodada com a chuva, se torna uma espécie de passeio agradável.
Você simplesmente aproveita a chuva. Lava a alma e vai andando, abre um sorriso qualquer abestalhado e sem motivo.
E nisso de aproveitar o momento solitário, esquece de fato que é uma dessas ocasiões de solidão.
E tem sido assim, dia após dia.
Há vezes em que focar nos pensamentos quando me encontro por mim mesmo pode ser o erro mais fatal para minha sanidade. Faz mais sentido apenas buscar pequenas distrações da situação. Talvez a solidão nos cegue, mas é quando estamos sozinhos que temos oportunidade de se deixar surpreender por coisas que não costumamos dar atenção. É um jogo de saber ver. Daí a conseguir, meio passo.
Estar solitário às vezes é difícil. Mas sozinho, pode ser muito bom. E pra quem não sabe a diferença, precisa vivenciar um pouco mais o que as sensações da vida podem te ensinar. Não é tão difícil absorver isso. É que nós fazemos questão de ser ignorantes com o universo. Pode anotar o que digo.
E assim se vai mais um sábado à toa, pensando em gente que fica ou vai embora, e na vida que vai seguindo.
sábado, 30 de novembro de 2013
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