Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 30 de novembro de 2013

Those lonely days

Aprendi a apreciar a solidão de uma chuva leve, falseteando ensaios de verão.
Aquela que cai justo quando você já está chegando em casa, e não faz mais questão de acelerar o passo. O trajeto agora é curto, são poucos minutos.
Mas o que era pra ser uma caminhada conformada e preguiçosa, acomodada com a chuva, se torna uma espécie de passeio agradável. 
Você simplesmente aproveita a chuva. Lava a alma e vai andando, abre um sorriso qualquer abestalhado e sem motivo. 

E nisso de aproveitar o momento solitário, esquece de fato que é uma dessas ocasiões de solidão.
E tem sido assim, dia após dia. 
Há vezes em que focar nos pensamentos quando me encontro por mim mesmo pode ser o erro mais fatal para minha sanidade. Faz mais sentido apenas buscar pequenas distrações da situação. Talvez a solidão nos cegue, mas é quando estamos sozinhos que temos oportunidade de se deixar surpreender por coisas que não costumamos dar atenção. É um jogo de saber ver. Daí a conseguir, meio passo.

Estar solitário às vezes é difícil. Mas sozinho, pode ser muito bom. E pra quem não sabe a diferença, precisa vivenciar um pouco mais o que as sensações da vida podem te ensinar. Não é tão difícil absorver isso. É que nós fazemos questão de ser ignorantes com o universo. Pode anotar o que digo. 

E assim se vai mais um sábado à toa, pensando em gente que fica ou vai embora, e na vida que vai seguindo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário