Vou brincar a sorte.
A sorte que resolveu aparecer, dar o ar da graça.
Com toda a pompa e estripulia que ela podia ter.
Acho engraçado, até, como as coisas são.
A vida nos dá as oportunidades apenas quando vamos saber aproveitá-las, e não mais que isso. Cada vez fica mais claro pra mim que enquanto choramos pelas portas que achamos injusto não terem se aberto pra nós, fechamos de forma burra as que estavam abertas.
É, o destino tem disso, das coisas no seu tempo certo. Ah, os clichês imbecilizados e fatais da vida... Sempre nos provando que não importa o quanto racionalizemos e evoluamos como seres em essência, estamos sempre sujeitos a uma mesma variável aleatória que tem sua lógica própria (pior que a feminina) e que cedo ou tarde nos atingirá, quando lhe aprouver.
Como você se convence, após um bom tempo de desilusões baratas e vãs, que pode ter achado alguém de grande potencial pra sua vida?
Não obstante, alguém que esteve ao seu alcance pra interagir o tempo todo.
Só não houve interesse. De nenhuma das partes.
Até a vida fazer os caminhos se encontrarem novamente. Sobre outras circunstâncias. E com olhares diferentes que se trocam.
Diferentes daqueles olhares talvez curiosos de 1 ano e pouco atrás. Olhares que queriam mais que perguntar a si mesmos sobre quem era a pessoa, mas que queriam era fazer-se descobrir.
E de repente, pra quem nunca conversou, ao vivo surgiu uma espécie de intimidade diferenciada. E uma curiosidade quase obsessiva.
"Nossa....eu tenho que falar com ela depois.."
Melhor foi achar-se. As conversas começando. Quase testamentos. E diretíssimos.
Talvez não houvesse tempo pra jogos muito complicados, muita formalidade. As semelhanças que facilitavam a simpatia já haviam se denunciado. O interesse, também.
Tudo foi muito rápido. Não me dei conta de quanto tempo havíamos levado naquela loucura inconcebível nos meus cenários mais otimistas.
Foi lindo. E teve mais.
Ainda vai ter muito mais.
Tento, com calma e perseverança, não me deixar empolgar demais. Tentar apenas ir levando dia à dia, papo a papo, encontro a encontro. Ainda não aconteceu tudo. Não cabe meter os pés pelas mãos. Ainda não.
E ela sabe disso. E topa. Brinca com meu jeito durão que fica bobo com sua presença. Joga franco. E não recua, mesmo em timidez típica de um charme que me derrete. Eu posso até dizer que tal charme é previsível, mas com ela é uma coisa tão diferenciada que eu não posso conseguir afirmar que realmente eu já vi algo assim.
Lembro: eu tava tentando andar de coração fechado.
Pra ela, não deu.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
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