E estávamos nós, os dois melhores amigos de sempre, falando da vida.
O que é um papo virtual tão caloroso quanto uma dupla de dois lobos velhos sentados à relva.
E aí falamos delas.
É, delas.
Cada um com a sua. A sua especial que sabe que é, e que fica na dela, mas que tem algo, há sim, algo que nos diz, a mim e a ele, que é pra ser.
Que não estamos sentindo tanto à toa.
Não posso sentir algo tão forte e tão bonito por acasos, e pra ser pouco. Não, não há de ser assim. Há algo que me diz, amigo. E você ouve a mesma coisa por aí, pelos ventos.
E continuamos a falar. Eu indago:
"E o que elas têm afinal? O que faz delas assim?
O que faz ela assim, que me deixa tão bobo e enrolado?"
E não havia resposta. Não uma convincente. Eu também não saberia atribuir uma digna.
E então ele me perguntou.
"Mas se você pudesse defini-la com uma palavra, qual seria?"
"Se existe alguma palavra com este poder, seria com o apelido que lhe atribui. Brisa."
"Isso é poesia demais, até pra mim." - disse o meu irmão poeta.
"Allow me to explain."
Brisa é leve, livre. Doce, suave. Não agride como os furacões que passam, acaricia. Mas não deixa de ser um furacão também.
Só que esta passa e espalha vida.
A mim, foi recobrar o ar, o fôlego. O sentido do que é sentir e deixar sentir.
Sopra perfumada.
E por ser brisa, deixa apenas as coisas que o vento não pôde carregar.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
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