Algo que se perde e se ganha nas indas e vindas do amor.
O que é de fato? Não há quem o possa definir. Não, e digo-o com toda a franqueza daquele que, inutilmente ou não, tentou fazê-lo a cada momento de sua vida.
Em cada vão momento. Em cada momento cheio de si em seu sentido próprio. E de que adianta filosofar, às vezes me pergunto. Eis a verdade incontestável com a qual não há quem possa querer negá-la, pois seus efeitos se sobrepõem a vontade dos homens: somos tão insignificantes quanto poderíamos ser. Aquela poeira que nos passa percebida apenas pelo reflexo do sol; eis o que somos perante o infinito imensurável e em eterna expansão.
Mas, há, sim, há ainda algo que se sobrepõe a nossa insignificância. A vontade do coração, podemos dizê-lo desta forma. E não adianta queremos encontrar explicações plausíveis. É sem dúvida o amor a maior razão para que nossa vida se engrandeça.
É ser mais que si mesmo. Ao menos no que você sente. E no que você pode fazer por alguém.
E é também ir do céu ao inferno em algum momento. Ahh, as paixões extremas. Sou elas, sou todo elas. São sempre assim. E por mais que eu amadureça e aprenda a segurar as barras e não me incomodar tanto, não há uma simples vez em que elas não apareçam e não me transformem num louco desvairado, sem medo das prováveis consequências de seus atos impensados.
Agir com o coração é impensado?
E amores acontecem, e se vão também.
Pela primeira vez, não estou triste pelo fim de um amor.
Estou feliz por ele ter acontecido.
E não sinto meu peito pesar ao lembrar. Não estou morrendo de saudade como cheguei a imaginar.
É o que o amor pode se tornar pesado. E deixar de ser amor também.
Mas aquilo é certo. Deixar de ser não quer dizer que não foi.
O bonito do amor é isso. Sempre haverá a memória. O sorriso. A felicidade da vivência.
Hoje eu posso dizer que amadureci.
Quero que você seja feliz.
Quero ser feliz também.
E o amor ainda é justo. Sabe brotar rápido se você guardar a semente. Basta alguém regar.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
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