Fico impressionado com a minha vida. A capacidade que ela tem de dar voltas, voltas e mais voltas. Sempre me jogando nas situações mais esdrúxulas e inimagináveis, e nos piores (seriam?) momentos possíveis.
Sentado em frente ao mar, hoje pela manhã, refleti um pouco sobre isso. Brevemente mesmo, dado que o momento não me permitia divagar demais em pensamentos inertes dentro de minha cabeça. Simplesmente parei pra pensar na vida por alguns segundos.
Não cheguei à conclusão alguma, em específico. Talvez nem fosse o meu objetivo.
Eu só estava ali por alguns segundos, olhando um cardume ser atacado por nuvens de gaivotas, e de repente fui pensar na vida.
O mar dominical ao sol de meio dia inspira paz.
Naquele curto tempo, me veio muita coisa na cabeça. Principalmente rostos, histórias, alguns sentimentos. Minha vida é especialmente bagunçada nesse setor.
E foi muito nisso que as memórias se concentraram em manifesto. O fato de amar numa situação clássica de friendzone (não declarada e, provavelmente, jamais será), enquanto tento afastar esse sentimento pelo contato (ou tentativa de) frequente com garotas diferentes de modo sequencial e frenético. E cada vez recebo respostas mais inesperadas:
"Ai Calvin, você não desiste né? rs"
"Vamos marcar, espera acabar o período."
"Eu ainda não sei..nunca parei pra pensar nisso."
"Super topo."
"Estou com alguém e não posso mais ficar agora mas, ainda tem muito tempo pra passar né. Não conte com isso, claro, mas, juro que quando eu estiver solteira, por assim dizer, eu vou te procurar." - essa se superou, né. Engraçado, foi a que eu mais tive certeza de que ia conseguir algo.
Isso quando eu ainda sou basicamente a obsessão de uma menina muito legal (mas cujas histórias tornam o caso muito improvável de acontecer) que aos poucos vai me tentando mais e mais. Um dia ela consegue e aí eu vou esquecer das consequências. Talvez seja o que eu deva fazer, pra curtir essa vida que resolveu ficar mais louca do que jamais fora esse ano.
E, óbvio, minhas velhas recaídas com a sombra de certa menina metida a passarinho.
Eu devia dizer que sinto dor em função dessa situação ridícula, à qual torno com frequência. Devia dizer que não aguento mais, que vou jogar tudo pro alto, desistir dessas histórias de amor e aproveitar minhas amizades e momentos felizes da vida.
Bom, eu sempre os aproveitei mesmo. Mas acho que agora tenho caído mais de cabeça nessas situações do momento. De forma mais intensa do que antes.
E eu simplesmente não consigo jogar tudo pro alto. Por mais que eu me encontre (ou apenas ache que me encontro) num cenário terrível. Ultra-romantismo tem seu lado positivo, afinal de contas. Embora leve o otimismo a níveis muitas vezes perigosos, por outro lado.
Eu simplesmente ando com muita carga de estresse, embolado com a vida, mas no fundo estou feliz. Talvez (e digo apenas talvez porque jamais posso afirmar certezas sobre isto aqui) meu coração tenha finalmente se blindado, de modo que mesmo os sentimentos mais fortes não o abalam nem positiva nem negativamente. Mas uma coisa é certa, e minha mãe foi quem a proferiu:
"Calvin, você está precisando de uma namorada."
Ela é uma figura. E muitas vezes, genial.
Pena que além do azar costumeiro, eu mesmo não estou conseguindo me envolver a ponto de chegar a cogitar isso com ninguém.
Minto, com algumas pessoas. Mas, daí pra brotar...não é assim, estalando dedo e só porque eu queira. A vida tem disso.
Enfim. Hoje andei de frente pro mar. Pensei, cansei de pensar, até cansar de andar também. Depois fui pra casa, nada mais a declarar. Vida que segue, batente que chama.
domingo, 1 de junho de 2014
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