Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Sobre o destino e o tempo certo

Você me conhece, né.
Conhece muito bem, aliás. Desde o primeiro momento, pareceu conhecer de um jeito só seu. 
E por me conhecer, talvez não se surpreenda com esse pedaço de lirismo e romantismo exagerado. Talvez.
Mas ainda posso tentar te arrancar um sorriso espontâneo; e com isso fazer valer o texto, o esforço e o resto dos meus dias.

E se eu te dissesse que te queria desde que nos encontramos, não seria surpresa pra você também. Tenho certeza de que já mencionei esse fato. Contexto literalmente infantil o do nosso encontro. Quase um desencontro até. 

Ironicamente, o que nos aproximou foi algo tão maduro quanto um rito de passagem. Na verdade, era de fato um rito de passagem. Abracei sua coragem, seus feitos, e continuo abraçando. Você sempre foi o tipo de pessoa que fazia minhas maiores honras serem até sem sentido quando não lhe foram atribuídas. 

Talvez caiba dizer que até hoje pra mim é difícil me acostumar a como você gosta de mim. Você por vezes deixa bem claro, enquanto em outras faz um silêncio charmoso, mas deixa escapar sua admiração nas entrelinhas. Faz com que eu me sinta mais do que sou. Pode ser até que eu tenha me tornado o que você enxergava. Não sei dizer exatamente o quanto você já me influenciou.

De tanto em comum ao "não" por mim inesperado, e agora depois de tanto tempo quer virar um "sim". Acho que já posso dizer que será um "sim". 
O que levou a isso? Como foi que chegamos na conclusão que já havíamos chegado, mas desta vez a abraçamos?
Sinceramente, acho que pouco me importa. 
Eu só sei que sempre quis isso. Sempre. Mesmo quando eu não queria, era só falar com você que ficava pensando o quanto seria bom. Minha imaginação viajava e é provável que ela tenha desenhado mil cenários onde isso acontecesse, mas sem nunca acertar a previsão sempre que tais cenários pareciam se replicar. 
Simplesmente aconteceu. Da forma mais clichê. 
Está pra acontecer, talvez eu deva deixar dessa forma. Mas vai. Sei que vai.

E eu não sei dizer exatamente como será. Nem o que vai ser depois que acontecer. Pensar isso já é provocar demais a minha já presente ansiedade, que você tem aturado com louvor. Sabe que a compensarei por isso, e muito. Mas, sem perder o fio da meada, eu queria dizer o seguinte:

Não precisa pensar muito pra notar que a gente já criou um amor. Uma relação boa, firme, saudável e divertida. Com nossas próprias histórias cruzadas. De uma forma bem inusitada e sincera, nos amamos. Como os amigos que aprendemos a ser, como nossos fracos pessoais encarnados. Criamos, devagar e espontaneamente, um amor. Agora é vivê-lo. E ver se é amor em sentidos maiores. Não vou ficar cravando palpite. Mas..com toda a certeza, eu vou lutar pra vivenciarmos isso. Porque eu já sou feliz, hoje. Muito, até. E sei que você também. 
Mas é que você às vezes me faz pensar em escalas maiores. Sabe lá o que podemos fazer juntos. 

Enfim, eu já to me empolgando um pouco. Por garantia, me dê um tapinha nas costas pra eu acordar. E um beijo longo pra sonhar.

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