Existem coisas que são simplesmente fantásticas de se vivenciar. Momentos que marcam de uma forma única, e cuja breve duração torna-os ainda mais valiosos. E mais ainda revivê-los, por mais alguns raros segundos.
Por mais que se tente, acho que é difícil descrever a felicidade de reconhecer rostos. Não por laços de quaisquer naturezas possíveis que sejam relembrados ao avistar tais rostos, mas sim pela época a que eles remetem. Talvez isso me afete em especial como aluno do Pedro II: rever gente que estudava por lá, ou que pegava o ônibus comigo no caminho. Mesmo à distância, e mesmo que essas pessoas nem sequer fossem lá muito minhas amigas. Só é muito bom relembrar o contexto que explica eu poder reconhecê-las. Talvez outras pessoas sintam isso em seus campos da vida de outras maneiras, e não lhes soe tão absurdo o que digo.
Também é muito bom voltar a sentir, por alguns minutos, como é legal ser notado e causar interesse. Trocar olhares de forma nada discreta, com sorrisos de canto de boca e uma situação desfavorável que impede o avanço desta interação inocente e levemente hilária. E se conformar com essa pequena memória que há se esvair, mas não por completo: haverá um rastro que puxará toda a história quando ela menos parecer provável e importante de ser lembrada.
Mas talvez o melhor de todas as sensações nostálgicas é poder voltar a se encontrar. Definir quem é, se afirmar mais uma vez. Ver o caminho dos sonhos mais próximo conforme suas atitudes, ver o reconhecimento se tornar real.
E isso servir como o impulso até pra achar alguém que aprecia isso. Essa sensação é boa, perdurando ou não. Mas que perdure, espero eu.
Enfim. Cultive momentos que valham a pena de se relembrar. Acho que a vida não tem sentido se for pra reclamar do que passou.
sábado, 11 de outubro de 2014
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