Serei breve, como fora nosso encontro.
Há poucas semanas, conheci um rei.
Rei de reino pequeno, trono miúdo, frágil feição.
Mas nem por isso menos pomposo. Era cheio de si, havia vida em seu olhar. Havia grandeza em cada um de seus leves gestos.
Era um rei.
Como todo rei, tinha servos. Vassalos. Mas, não me soou tirano. Parecia desses reis justos, como Ricardo Coração-de-Leão. Definitivamente, como Ricardo Coração-de-Leão.
Ele fazia seu próprio rumo, e quando presente era justo e gentil. E não podia ser outro rei, pois com ele estava Lady Marian.
O que tecnicamente me faz Robin Hood. Mas isso é outra história.
Quando eu, ainda mais humilde que seu reino, adentrei sua visão, o rei não se levantou nem disse nada para mim. Observou-me atentamente, sem dar um pio.
Continuei, tímido, em sua direção. Até que, pra minha surpresa, ele me tocou.
Ele me tocou, e não me pediu para que eu me curvasse. Ele me tocou, como quem dá um tapinha nas costas e um aperto de mão firme. Ele me respeitava. E naquele momento, eu o respeitei com toda admiração possível. Procurei não avançar mais, nem quebrar aquele momento. O rei havia sido caloroso, e me visto como alguém digno disso. Bastava.
Sua espada hoje foi cravada na praça do povo, sua coroa hoje está no trono. Mas lembrarei de sua grandeza. Lembrarei do valor da devoção que seu povo me atribuir, pois metade será muito. O povo ama seu rei.
"Vida longa ao rei!!" - gritam nas ruas do reino. Vida longa ao rei.
sábado, 11 de abril de 2015
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Te amo muito <3
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