Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Deixei o lirismo em casa

Deixei o lirismo em casa.
Numa gaveta dessas aonde eu largo as meias.
Apertada e bagunçada, mas funcional
Como tudo que a permeia,
E como a vida que levo. 

Deixei o lirismo à espera
Como a roupa velha que não lembro de usar
Enfurnada no canto que eu não vou alcançar
Se não estiver disposto
A arrumar primeiro as meias.

Deixei o lirismo à seca
Como o pó que tem atrás do meu armário
Que lá se faz rei e proprietário
Já que não vai sair
E nem precisa.

Deixei o lirismo à míngua
Como as traças que caçam restos dos meus livros
E na falta deles morrem ainda nos ninhos
Já que o meu lirismo
Não tem do que comer.

Mas a droga do lirismo passa fome 
Passa sede solidão e desespero
E ainda assim não pede arrego
Teimoso e cabreiro, puxou o dono
Fez-se poema pra me tirar o sono. 

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