Eu quis nascer para saber que era mais que respirar.
Eu quis viver para entender.
Eu quis.
Eu quis crescer para descobrir que era mais que envelhecer.
Eu quis tocar para sentir mais do que a dor.
Eu quis comer para sentir cada sabor.
Eu quis perder para saber dar valor.
Eu quis, então, explorar mais.
Eu quis conquistar um mundo novo.
Eu quis ser algo novo.
Eu quis ser feliz no objetivo.
Eu quis manter o passo firme.
Eu quis abandonar o medo.
Eu quis conhecer o amor.
Eu quis ser amado.
Eu quis conquistar alguém.
Eu quis ser conquistado.
Eu quis ser esquecido e seguir em frente.
Eu quis reencontrar quem me disse amor.
Eu quis esquecer novamente.
Eu quis focar no meu batente.
Eu quis ter a noite perfeita e você estava lá.
Eu quis nesta noite te deixar ir.
Eu quis nesta noite encontrar um novo amor.
Eu quis uma pessoa que acabara de conhecer.
Eu quis saber que era impossível.
Eu quis me esbarrar na viagem.
Eu quis então esquecer de novo.
Eu quis na rotina perder a razão.
Eu quis na confusão achar um porquê.
Eu quis no meu sossego achar outro alguém.
Eu quis durante um ano um suplício doentio.
Eu quis naquele ano chegar nos meus sonhos.
Eu quis conhecer muita gente incrível.
Eu quis registrar com ouro a minha história.
Eu quis sentir a brisa contar as vitórias.
Eu quis fazer a brisa virar furacão.
Eu quis então sentir solidão.
Eu quis sentir solidão.
Eu quis solidão.
Eu quis confirmar a sina.
Eu quis ser lobo porque soube que seria.
Eu quis uivar sem esperar eco.
Eu quis esperar com amor no olhar.
Eu quis depois acariciar o violão.
Eu quis mostrar minha voz e andar.
Eu quis passo a passo um dia superar.
Eu quis correr, cheguei a saltar.
Mas ao cair no chão, e sem saber levantar
Você voltou e eu não sei reagir.
Porém tão certo como tudo que aprendi
É que hoje só me resta voar.
Eu quis com isso quebrar a forma da prosa.
Eu quis também não chamar poema.
Eu quis apenas lembrar hoje
De tudo que um dia me fez feliz.
domingo, 14 de abril de 2013
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