Quando o céu se aquietar, sem nuvens nem vento, e ainda assim chover.
Quando o sol não brilhar em nenhum momento, e ainda amanhecer.
Vou lembrar de como te conheci.
Quando a vida nascer, em meio à guerra, e ainda viver.
Quando a morte vier, calma pela noite, e ainda assim doer.
Vou lembrar sua destreza em me fazer feliz.
Quando tudo que conheço não passar de ilusão.
Quando o que desconheço for realidade.
Quando eu amar outro alguém, até de verdade.
Ainda assim, vou querer estar com você.
Quando o lírio desabrochar, sem água nem terra, e ainda crescer.
Quando o vulcão acordar leve e discreto, e ainda tremer.
Vou lembrar que nunca tive você.
Quando o rio secar triste e mesmo assim correr.
Quando o homem exterminar e hipócrita, dizer se arrepender.
Vou lembrar que lutamos juntos.
Pois quando tudo o que existe se extinguir.
Quando a paz e o amor em guerra se findarem.
Quando a dor e o sangue forem irmandade.
Vou pensar que devíamos estar juntos.
E quando a vida disser que é a hora da morte.
Quando os sinos da igreja cantarem à vontade.
Quando por fim eu, exausto, e em lealdade.
Te direi que você eu amei de verdade.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
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