Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

The rainbow sounds

Vieste a mim em preto. 
De luto por si, pela sua história e sua realidade. Magoada, querendo sorrir. 

Quando nos encontramos, eras violeta. Ainda inerte, mas com a surpresa de um amanhecer em seu semblante, ainda distante.

Ao primeiro toque, foste vermelha. Foste intensa, até violenta, e ao mesmo tempo tímida. Mas senti teu calor.

Pouco tempo depois, fez-se cinza. Foram muitas cores em sua tela, tudo se fez borrão. Tudo era confusão. Você não se definia.

Foi quando eu lhe trouxe voz em meio ao azul de paz. Eu fui verde, de esperança e sinceridade. Foste rosa, de felicidade.

Algum tempo depois fomos laranjas, de carnaval. De alegria e curtição inesperada. Da cachaça que custa a descer, da piada que te irrita só de charme.

De repente, éramos azul. Mas não era mais o azul celeste, vivo. Era escuro, anil. Era triste. Era a conclusão melancólica, a resposta que ainda não existe.

Então, a você, tenho me feito branco. Pra não ser azul, nem preto. Nossa história não merece mais esses tons frios. Hoje sou branco, do amigo que posso lhe ser. Daquele que lhe deseja paz, e se sente em paz em sua presença. 

E permiti a meu coração fazer-se verde pro que caminho. Talvez nenhuma outra cor lhe caiba melhor. Ficou fácil, até, deixá-lo seguir. Você estava cinza de novo, mas com alguma alvorada ainda pra saber o que fazer.

Hoje somos amarelo. Aquele fosco, de foto antiga, como você bem diz. Nostálgico, e vivo de alguma forma. 

Espero o dia que sejamos mais que branco. Sejamos um lilás, ou até mesmo aquele rosa. Aquela alegria espontânea. Mas não posso me dizer cinza. Estou branco, estou em paz. 

Seja o verde que me provocou, quando puder. Há de fazê-la bem.




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