Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Fênix

Avisaram tem 3 dias:
"Morreu o amor!"

Já estava internado há semanas. Entrara em estado crítico na última. Os envolvidos tentaram de tudo, mas não houve sinais de recuperação. Sem disposição para alongar o sofrimento, autorizaram que se desligassem os aparelhos. 
Não houve cortejo fúnebre, preferiram ser discretos. Os mais distantes e mesmo os mais próximos só puderam entrar em choque e se lamentar. 

Recentemente também avisaram:
"Nasceu de novo o amor!"

Já fazia ao menos uma semana desde o parto. Os envolvidos foram discretos. Protegeram-se dos olhares alheios e focaram em nutrir este amor, embora estivessem cansados e mal pudessem tê-lo no colo, e mesmo mal pudessem se ajudar. 
Hoje já podem. Aos poucos seu mundo ao redor vai notando. Aos poucos, o amor, tímido e que nem sabe se é amor, vai tomando a forma que lhe couber, crescendo forte e vigoroso. 

Nas duas histórias, há um envolvido em comum. Que, em toda sua humildade, vê-se confuso. O que diabos faz do amor tão cíclico e tão fugaz? Como o amor vai morrendo e nascendo ao mesmo tempo no mesmo peito?

Mas não tem o que se dizer. Só é assim
O amor é fatal, uma fênix consciente: morre quando precisa e nasce de novo quando deve. Não há nada de errado nisso. 

Errados somos nós, que julgamos o amor. Errados somos nós, que queremos controlar o tempo. 

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