Não sei bem como explicar.
Porque da parte que me cabe dizer, não se sabe o que é amor.
Porque da parte que me ensinaram a dizer, deve-se esconder o projeto, a fixação de idéia, que em mentes inocentes puris e infantis chamam amor.
É daquele tipo de sensação..como dizer..
Enigmática. Tal qual esfinge. E sim, essa pode lhe dizer, caro amigo:
'Decifra-me ou te devoro'
E devora. Devora. Pois todo ser humano, seja você como for, um dia é devorado pelo tal amor. (E cá entre nós, talvez ser o prato principal seja a função de toda alma)
Os mais frios sempre são os que foram devorados pela metade.
E se entregaram de tal forma, que quando acabou-se a fome, o prato esfriou e levou-lhes a vontade de continuar a nutrir.
Nutrir sentimento, nutrir a si mesmo.
Os mais afoitos nem foram postos à mesa.
Tanta afobação lhes expõem às moscas, vermes da vida
Aqueles que rondam esperando a nossa fraqueza e oportunidade
Pra sugar a força. Eles voam de alma em alma, de corpo em corpo, sugando forças de quem se entrega antes da hora.
E ai de quem o faz, alvo das moscas...que entregue antes da hora, esfria antes também.
A vida é pra quem sabe da fome do amor, mas não se apressa nem se esfria.
A vida sabe recompensar quem sabe esperar pra ser feliz.
Prato na mesa, serei objetivo:
Não há quem segure o amor quando ele aparece faminto.
E enamorados pelo mundo, cantam suas melodias, cada qual a seu ritmo.
Sei que o meu, devo e posso cantar.
Pois canto, mesmo que ainda uive. Lobos solitários também perdem a sina, mas nunca perdem o jeito de exclamar.
E se há certezas no mundo, é que o amor remove mesmo as sinas de um lobo solitário.
A minha é simples.
O acaso faz o seu papel: ei-la na minha frente, por duas vezes
Naquela rotina que sempre me foi alvo de diversas reclamações. Que maldita que era, pois bendita que seja!
Um balanço. Um passo arriscado.
Um beijo roubado.
Assim faz-se o prato,
Assim bate a fome ao amor.
Pois daí que se foram 4 meses. Ou mais.
3 são oficiais.
E que sejam meses. Anos. Décadas.
Eterno é apelido. Não há fome que o segure. Amor insaciável.
Não há momento em que juntos estejamos querendo nos separar.
E separados, sempre queremos estar juntos.
Ah, saudade, sina de quem ama e condição pra florir mais jardins
De sentimento e confiança
Também faz as raízes da nossa resistência
Pra que a fome não acabe. E não acabará.
Prato na mesa, amor que devora as almas.
Devora. E eis a eternidade das mesmas.
Que a minha esteja eterna em meio à dela.
Dedicado a minha namorada, que tá me fazendo ainda mais inspirado.
sábado, 19 de novembro de 2011
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