E o sal da batata resolvem se encontrar...
Ai que dor, juro por Deus,
Que a luz dos olhos meus
Queimava sem parar!
Ah, Vinícius de Moraes e Tom Jobim, oh, grandes mestres da Bossa Nova e ídolos desse país tão devastado pela ignorância, peço encarecidamente que do alto de seus respectivos descansos eternos me desculpem pelo trocadilho infame e por talvez estragar para muitos uma de vossas músicas mais lindas, mas existem situações (e tenho cá minha certeza que possam me entender aí do paraíso) que nos forçam comparações metafóricas carregadas de ironia e sinceridade simultânea. Já explico aos seguidores e leitores costumeiros. E quem mais quiser entender. Tentar correr um pouquinho porque o tempo é complicado.
O dia seguia tranquilo, como um outro qualquer. Eu tinha sido liberado, e na espera pra ir pro estágio, recebi uma mensagem da minha namorada. Ela tava bem estressada, alguma coisa devia ter acontecido. Isso justo no momento que eu contava vantagem de estar com ela, e que tava dispensando quem quer que fosse que tentasse chegar em mim ou estivesse afim (e amigos, é verdade, eu dispenso quem for pela minha namorada, amo ela mesmo). Fiquei naquela inquietação dos diabos.
Passei o resto do dia tão inquieto que, justamente no almoço, quando eu tava lá comendo tranquilo no Brisa, sabe se lá Deus como, eu consegui fazer o sal da batata saltar pro meu olho esquerdo. Puuuuuuuuuuutaquipariu. Que desastre. Parecia que meu olho tava derretendo feito uma lesma. Muito nervoso que deu. A minha inquietação inclusive só passou quando a gente conversou e depois se encontrou. Nos acertamos ao menos, e as coisas tendem a melhorar. Pelo menos eu vou tentar fazer as coisas melhorarem, nem tudo eu posso resolver. E mesmo assim, depois me estar bem com ela, a inquietação ainda foi suficiente pra jogar desodorante no olho direito. Cegueta ardido, tá aí uma coisa nova que só eu mesmo pra arrumar.
Não que eu esteja cego né, porque senão, você acha mesmo que teria post? Não sou Chico Xavier pra psicografar, ainda mais no teclado..kkkkk
Abraços.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
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