Nessa semana as coisas tem ficado cada vez mais tensas na escola. Na turma então, nem se fala. Barraco demais, dessa vez até pra mim andou sobrando. Confesso que procuro não arrumar idéia e talz, mas dessa vez eu fiquei realmente injuriado. Desabafei lá com quem quis me ouvir. A turma se divide (como se já não fosse dividida) e as pessoas de cada 'ponta' querem as outras do seu lado. Tem uma galera que tava completamente alheia a isso tudo, pega o bonde andando, vem tentar entender e ainda toma passa fora. Vi cada coisa ridícula sendo falada, feita, anunciada, o povo tava irreconhecível. E nem nos piores momentos anteriores (porque qualquer um que estude na minha turma há de concordar comigo que a turma é péssima, e talvez só nisso concordemos todos) tinha rolado coisas do tipo.
Tudo por causa de uma maldita aula de biologia, que nem aula foi. Quinta passada, faltou água na escola e talz, a Moniquinha adiantou seu tempo pela manhã mesmo, mas ainda haveria aula de tarde, do Oda. Grande parte da turma argumentou que como almoçava na escola, iria embora, pois sem água não havia almoço, e seria foda ficar esperando ali. E tinham razão, seria mesmo.
Daí, fiquei eu, a Bruna, a Bia, o Julio e o Cadu almoçando, e daí pensamos em ir falar pro Oda o que tinha rolado, pedir pra ele não passar matéria, etc etc. Aliás, eu vou ser franco, eu nem queria ver aula de nada, só pra manter o bom relacionamento com o prof, até porque são tantos que são contra a turma, alguns que gostem ajuda. Pelo menos eu vejo assim. E tá, fomos lá explicar o ocorrido. Ele entendeu numa boa, tudo limpo, e ofereceu de tirar dúvidas pro vestibular, coisa e talz. Daí acabei aceitando, afinal, por mais que eu não faça nada mais de biologia pra vestibular, e assim foi. Pra daí no dia seguinte começar o bafafá. E assim rolar a semana toda, continuarem brigas e mais discussões e mais histórias que realmente conseguiram me fazer chegar ao ponto de pensar se eu não tinha vacilado. E olha que eu sou um cara convicto. Tem que me encher muito a porra do saco pra conseguir isso.
Só sei que ouvi de tudo e deixava passar, afinal, mal ou bem, eu sabia que não tinha sacaneado ninguém e nego tava era ficando doido. 'É coisa de final de ano' eu pensava, afinal, tem até uma influência mesmo. Tudo à flor da pele, como dizem. Mas também já era demais. Já tinha rolado uma coisa igual em química, recentemente, o Aurino DEU matéria e não teve esse rebuliço todo. Era fora de lógica.
Só sei que de ontem pra hoje eu cheguei no meu limite com essa escrotice toda. Quem tava no mesmo barco quis me dar fora, gente que eu sempre respeitei me xingando na cara lavada, aí hoje eu ainda me segurava mas daqui a pouco depois de mais uma confusão eu comecei a falar, até sozinho mesmo por alguns momentos. E acho que só não me exaltei de fato porque não precisava. Assim como não precisava metade do que já fizeram. Sei que depois de tanta treta, a coisa se reverteu ao decorrer do dia. Assim que eu comecei a falar alguns quiseram me escutar, e não ficar de ignorância. Ao fim da aula da Marcia, a Carolzona propôs um amigo oculto pra todos na turma participarem, falou algumas palavras pra ver se acalmava os ânimos e unia ao menos o mínimo possível a turma. Acho que funcionou, tem que ver por quanto tempo. Pode ser por bastante tempo, afinal, com as provas batendo a porta, aí é que a turma fica pianinho e grudada. Antes do teste do Oda ainda vi uma situação inusitada, uma das pessoas que mais foi escrota comigo, na mesma manhã, estava ali me contando seus acasos pessoais. Não entendi porras, mas que se dane. Veio falar de boa comigo, respondi de boa também, tem que saber separar os momentos.
Falando em testes, fui muito bem tanto em desenho como em biologia. Sei que agora as provas estão chegando, e eu tenho mil motivos pra me dar bem. Passar de ano direto e ter mais férias, namorada comigo, viola consertada, é rapaz, se preparem, altas novas em breve.
Abraços.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
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