Diga aí, você, firme no teu planeta egoísta, qual a coisa que te faz tão cheio de si?
Desculpe pelo egoísta, no fundo nem somos tanto assim. Acho que é só medo, medo da gente entregar os pontos na frente do mundo. Todo mundo tem isso. É, é medo mesmo.
Eu mesmo digo, que a gente tem que saber se valorizar. E ter confiança em si mesmo e no que pode fazer. É lema da minha vida, um dos poucos imutáveis. Mesmo assim, tem vezes que a gente não tem muita coisa pra se agarrar e chamar certeza.
Não sei bem porquê, as pessoas estão me achando diferente. Eu to me achando diferente, também, de alguma forma. Mas não faço ideia de como, ou no quê. Só sei que to diferente.
Diferente mas igual nessa confusão dos meus pensamentos.
Sempre me irradiam esperanças vãs de coisas aleatórias. Mas também das coisas que eu realmente quero pra vida. E dentre a razão que me diz o certo dos pensantes e me aconselha a trabalhar cada dia devagar por algo pouco e cabível, vêm estes sonhos mirabolantes de me destinar aos saltos que desafiam mesmo aos que sabem voar.
É como uma guerrilha, vejam bem o que digo, uma guerrilha!
Digamos que o mundo é um governo militar ditador, reprimindo a liberdade. Não é difícil imaginar isso.
Daí suponhamos dois grupos: os que se escondem e os que pegam em armas. Os que se escondem, com todos os motivos lógicos para fazê-lo, são meus pensamentos terrenos. Os que vão pra luta são meus sonhos que palpitam neste velho coração metido a revolucionário - ainda acha e vai continuar achando, ele, que pode ganhar o mundo e realizar suas metas. E se o músculo involuntário assim o faz, o mesmo é para mim no todo ao fim das contas.
E sempre vem assim. Quando tudo parece calmaria e os aquietados vão vivendo, os lutadores da liberdade explodem de meu peito em fúria, irrompendo a acomodação e buscando algo mais. E vem bala pra tudo que é lado. Se toma muito tapa na cara, mas não se entrega.
Jamais hei de me entregar.
E se a metáfora retrata bem a realidade de quem anseia um mundo melhor, talvez não houvesse outra nesta situação em que me encontro pra quem, como eu, quer amar mais e melhor. E ser amado assim também. Pra quem como eu quer, na hora certa, dispensar a lógica e partir atrás destes sonhos mirabolantes.
Serão dias intermináveis. Serão suor, dor, sorrisos para a pouca sorte do alimento reservado, também serão sangue derramado sem saber se foi em vão. Talvez por vezes seja necessário recuar. Mas tudo é estratégico. Minto, na verdade tudo é vontade. É garra, paixão. Intenso demais pra razão segurar sempre. Vai ver por isso eu sou assim; louco desvairado pra tanta coisa que eu sei que devia segurar a onda um pouco mais, ou sei lá. Como dizia uma pessoa: "às vezes é tudo tão sei lá"
Parece apenas uma expressão vazia daquelas conversas de pré-adolescente pela internet. Tudo sei lá. Mas, pasmem, faz sentido. Tudo é sei lá, porque, quem somos nós pra bater o pé e dizer todo o tempo que é tudo certo de uma forma ou outra?
Pensem em Sócrates. Isso devia ser uma frase que ele deveria ter ouvido em seu tempo de vida. Gostaria de ver a reação do pai da retórica.
Voltando - quem somos nós, afinal? Mesmo as coisas mais certas por vezes são falhas e nos traem. E é tão comum que nos peguemos em dúvida que não podemos condenar quem as tem. A questão não é deixar de ter dúvidas ou medos, quiçá anseios: se trata na verdade de ter tudo isso e saber, de alguma forma, dar um passo à frente, seja pra bem ou pra mal.
É a guerrilha. A gente sofrida contra o exército, os 300 contra Xerxes, e tantas imagens mais de desvantagem que se possa imaginar: é saber que para chegar nas coisas que mais desejamos os meios são muito escassos e os obstáculos serão muito mais numerosos e até mais poderosos. Mas tudo isso é irrelevante quando se sabe contornar e se tem a paixão pela causa. Seja pra lançar o ataque definitivo e conquistar a liberdade de viver o que queremos, seja pra se atirar em frente ao fogo inimigo e se deixar morrer junto com esta causa. E tal qual as guerrilhas, estes nossos sonhos também podem ser transmitidos mesmo que sejamos derrotados em combate. Sempre haverá alguém que podemos influenciar. Sempre haverá quem precise ver um lutador para se descobrir como um.
Vai saber onde eu penso estas coisas. Sei que, dito tudo isso, retrato as colocações do começo destes versos. Posso até não ter certeza 100% das coisas o tempo todo, mas o meu coração guerreiro já influenciou minha cabeça senhora da razão há muito tempo. Não tem mais separação, é braço dado frente ao destino. E daí, vamos. Realizar sonhos, vivendo a vida.
domingo, 4 de agosto de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário