És mãe.
Perambular por aí e notar você me seguindo é normal. Você se faz presente e sabe fazer, mesmo sendo discreta. Não faz questão de berrar nada; mas basta saber enxergar pra saber o quão imponente e impossível de ignorar é sua beleza.
E aí tudo é festa. Tudo é seu clima.
Não há como reclamar da vida. Não há como ousar elevar a voz. Ouço seus lábios dizerem calmos no vento que zomba aos meus ouvidos que "é pra você se deixar levar e relaxar". Você me diz isso, com a tranquilidade que lhe é natural.
Obedeço. Quem sou eu pra discordar?
Que todos os meus medos se percam nas florestas que você me permitir desbravar. Que afundem nas crateras. Que, nas suas grutas, eu encontre isolamento dos problemas que me drenaram a capacidade de ser feliz. E nas suas cachoeiras, eu lave minha alma dos sentimentos impuros.
Dá-me a luz, dá-me a água, dá-me a terra pra viver. Dá-me a sombra pra desaparecer e o fruto pra nutrir.
És mãe, és frondosa. És diversa.
Que ninguém possa ter o azar de ser desnaturado, pois é em ti, natureza, que se pode ver a vida fluir no ciclo perfeito.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
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