Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 12 de outubro de 2013

Licença pra brincar

Coisa dessa de lembrança.


O que há nas crianças que faz que sejam tão aéreas ao mundo?
Melhor, aéreas a tristeza do mundo. Porque não é só disso que ele é feito.
Basta observar. Falam com serenidade sobre as coisas mais sérias. Enxergam a naturalidade das coisas que complexamos. 
Cativam sem medo de faltar-lhes recíproca. Alguma coisa ensinou às crianças como o universo responde a quem lhe faltou ouvidos.

Diziam que eu era uma criança dessas. Meio sábio demais pro meu tamanho. Vocabulário de gente grande, e pasmem, sem palavrões.

Minha memória infantil não é muito extensa em termos de primeira infância, por assim dizer. Lembro de alguns momentos marcantes. O triciclo que eu pedalava. Meu avô paterno brincando comigo. Meus pais me mimando e a meu irmão com tudo que tinha direito. Lembro de alguns brinquedos em especial: os lançadores de carrinho (deixavam qualquer pista da Hot Wheels no chinelo, você realmente podia lançar um carro à metros de distância - e quebrar muita coisa com isso), minha coleção de bonecos do Shurato (meu primeiro herói). 
Samurai Warriors também, completinha. Power Rangers (a Mighty Morphin', clássica). E pilhas e pilhas de Transformers (Beast Wars, só quem viu sabe como era foda). 

Vou nem comentar dos desenhos e animes. Levaria anos pra ser minimamente respeitoso com algo tão mágico.

Lembro da primeira camisa do Botafogo. Os primeiros carnavais, ah que diversão sadia. Isso até alguém tacar espuma, aí virava guerra.

Adorava ler. Quadrinhos, livros. Do Homem-Aranha até 20 mil léguas submarinas. E lia muitas coletâneas sobre dinossauros. Adorava, sabia tudo.
Aliás, 90% de tudo que sei sobre dinos eu aprendi até os 6 anos e lembro até hoje.


Enfim. Só manter aquela chama de criança viva, que é sempre bom. E diferente de muita gente, a criança que fui tem muto orgulho de quem me tornei.



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