Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 5 de outubro de 2013

Piada velha

Dizer o de sempre é cafonice. 

Me surpreendo em como, por vezes, me pego nos pensamentos proibidos que deixei pra você, nos recantos do meu inconsciente.
É coisa rara, não é algo que me vem sempre. Aliás, eu só sei que existe porque uma vez em cada sei lá, 7 ou 8 meses, ou 2 anos, ou sei lá quanto tempo, me vem isso na mente. No corpo, melhor dizendo. É só o tempo de esquecer esse desejo bobo e vão, que ele aparece. E depois se vai e eu esqueço que ele existe.

Mas simplesmente tem hora que você me aparece de alguma forma que eu simplesmente penso: "Putz, quero você."

É estranho admitir isso. Quer dizer, há quem saiba que já pensei coisa assim de ti na minha vida em algum curto período de tempo. E talvez eu precise que sejam curtos, só pra eu não me agarrar nessa ideia. Afinal, já há tantos motivos pra concordar com tais devaneios.

Reforço, eu até prefiro que sejam curtos. Se sobram motivos pra me apegar a tal desejo, o número de motivos pra não entrar nessa são ainda mais numerosos.

Engraçado, eu sempre pensei e ainda penso que no fundo você sabe desse devaneio. Dessa minha loucura ocasional que brota por você. É tipo flor de primavera no sertão. Precisa de muita sorte e muita vontade do destino pra fazer aparecer. E se alguém notar é sujeito de rara apreciação e conhecimento dos fatos da vida. 

Ahhh, acho que no fundo você sabe e sempre soube. Nas primeiras vezes que me tomei por essas piadas que meus sentimentos inventavam, você deve ter percebido. Pra mim nunca é fácil esconder. E você é esperta demais, sempre foi. Duvido que não ficou lá, nos poucos momentos em que eu talvez tenha dado bobeira, dando risada dessa loucura.

Se você já morre de rir com as coisas que vivo e te conto, que dirá se eu contasse isso. E como eu imagino que você sabe dessa viagem, aposto: "Você é um louco mesmo, um besta."

Deve estar se cagando de rir. Se cagando. Me diverte ainda mais a ideia louca, dentro desses sentimentos retardados que se mascaram de hóspedes pra 1 ou 2 dias no máximo, de que talvez você compactue com eles com a mesma frequência que eu. Dou mais risada disso, de pensar nessa possibilidade, do que de imaginar qualquer reação tua.

E se eu estiver certo? Certo, nessa coisa transitória, de que você dá estas gargalhadas mas pensa e sente o mesmo transitoriamente?

Penso no seu sorriso nesses momentos. Vulgar que sou reparo em bem mais que o seu sorriso quando olho pra você. E não ouse ficar com vergonha ou desviar de pensamento se ler estes versos. Você sabe como eu sou, seria muita inocência sua pensar que, se me parte um sentimento desses, eu seria inocente por completo. Se eu te querer é por completo, e ai de você de fugir se der brecha.

Enfim, deixo essa piada pra você. Sabe que é pra você, não preciso dizer. Mas, se um dia, você quiser me lembrar disso ou conversar pra ver de verdade o que é, eu vou aceitar tranquilamente. 
Só não espere que eu vá atrás de você te fazer declarações, cantadas ou te dar ideias bestas. Se é transitório como eu digo, e daqui algumas horas essa loucura toda já possa ter passado, pra quê eu faria isso? Pra quê a auto humilhação? Sei lá, de tudo que você tem de bom é tudo que me dá mais certeza que é só loucura minha mesmo.

Que seja. Espero que esteja rindo. Sei que está. E o que me deixa tranquilo é que nossa química, como amigos, talvez nunca se perca - saiba você ou não desses sonhos meteóricos (sabe sim). Poderei continuar rindo de várias histórias com você, e de resto, e vou deixar e esquecer. Sabe lá quando eu vou lembrar dessa doideira de novo.

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