Assento-me hoje, prestes ao retorno da minha rotina, com novos acordes.
É bem verdade que não hei de ter tanto tempo como antes. Para mim, para a música, para o coração.
Botei o violão e a guitarra em ordem. Afinados, afinal. Foi bom tocar guitarra esses dias. Sentir o peso do som, vibrando em cada onda que se espalha pelo ar e abala os vidros e tímpanos alheios. E não ligo, feliz que fico. Ademais, ouvir tanta merda nas redondezas requer medidas de contra ataque.
E creio com sinceridade que, desta vez, as coisas vão se encaminhar pra mim em termos musicais.
Meu repertório nunca esteve tão forte, estou confiante. E com as férias que ainda vão se encaminhar em março, acredito que vou conseguir realizar meu pequeno sonho de gravar um CD.
Se a partir daí vier altos ou baixos, é outra história. Mas necessito fazê-lo.
E bom, a semana em si já promete. Liberdade a ser usufruída, muita coisa a aproveitar.
Mas não pago de vagabundo, andei estudando alguma coisa. Não tanto quanto queria. Mas acho que é o que se pode esperar, depois de tantos feriados, furacões emocionais e tudo mais que podia acontecer.
Besides, não me sinto mal. Cabelo cortado ao estilo Elvis (claro que eu não fico bonito feito o rei pras mulheres, mas vale a homenagem), um pouquinho mais em forma devido a alguns exercícios. E por aí vamos.
Mas também não ando só pensando nisso. Quer dizer, bem sabem todos que meu jeito 'casual vamos ao ataque no mulherio' não é bem o meu jeito de ser, e quando eu tento não dá certo de jeito maneira.
De fato, preciso do incentivo apaixonado pra, de fato, ser eu e saber o que fazer. Também me é mais fácil lidar com as falhas nestes casos, mesmo as mais tristes.
Mas o coração, pra variar...
Depois de tanto embolo e tanta ensaboada nas escapadas dessa brisa que sopra...
Apenas me dou ao luxo de mostrar a porta aberta enquanto o vento das estradas não fecha.
E claro, ainda me encontro por vezes atravessando a porta no lado oposto, querendo chamá-la abrindo as janelas.
Mas sei lá, eu ando com minhas pernas pela inércia de andar. O sorriso discreto, a vontade de chegar lá.
E assim vou.
De forma sincera, quero reencontrar outro lado da minha essência que caminha ao lado do lobo. Não é o menino. Quero poder reencontrar, do alto da minha felicidade do fundo de meu coração, o leão orgulhoso que anda bem nas pradarias. Que não escolhe qualquer presa, mas as que valem a caçada. Que ruge forte sem temer a morte. Este lado meu está perdido e quero encontrá-lo.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário