Sim, estou um tanto quanto poético.
Bom, a minha rotina voltou, e eu vou me encaminhando pra continuar me matando de estudar em busca de notas boas ou regulares. Enfim, apenas passar nas matérias. E já mal volto já vou me martirizar. Por uma questão que eu resolvi trocar a alternativa estou entre a vida e a morte pra passar ou repetir mais outra matéria. E vou ficar muito deprimido se isso acontecer, depois de tanto esforço, fora o azar que é acumular provas atrás de provas. Mas não vamos pensar nisso agora, não é com isso que vim pensar...
Deparei me novamente com aquela fugacidade da vida. Não sei bem o que foi que me motivou a notar essas situações.
Mas, como é quase de praxe comigo, reparei. Na velocidade das coisas, dos acontecimentos.
Amigos, o que é que nos separa, de fato, das bactérias?
Pensem bem. Qual é a grande diferença?
Vou ser mais polêmico, se assim posso dizer.
Qual é a nossa diferença pros vírus?
Claro, um biólogo ou microbiólogo e gente que trabalha nessa área vai dizer: ah mas não tem comparação, estruturalmente falando, fora o fato que nossas células são eucariontes bla bla bla.
Não é nesse aspecto que me refiro. Mas, pensemos um pouco mais a fundo. No padrão de existência.
Citando um pouco de Matrix, nós humanos somos como os vírus. Chegamos a um novo ambiente, usufruímos dele ao máximo para satisfazer apenas as nossas necessidades (essenciais ou não), enquanto nos reproduzimos e apenas aumentamos o ritmo de consumo. Até se esgotar e termos que nos deslocar até outro ambiente com novos recursos, e nele tomamos pra nós a posse de quaisquer recursos não importa se havia outros usufruindo dos mesmos. E mesmo que também sejam humanos.
Sim, é cruel assim e todos sabem. Porém, não vim aqui pra ser tão cruel.
Pensem, sabe. Vide tal semelhança terrível, onde está a diferença no padrão?
Bom, acho que a primeira vem no fato que vírus não desenvolvem remédios contra suas ações. Nós, surpreendentemente, sim!
O ser humano é desprezível, mas surpreendente. Pra este universo tão vasto, tão dinâmico e complexo, somos como vírus insignificantes. Até mesmo pro planeta. Aquecimento global, poluição, tudo isso é uma merda sem precedentes, sem dúvida, e sou um ativista das causas ambientais consciente da minha responsabilidade para com o futuro. Mas, pro planeta, isso é um arranhão. Vamos todos morrer, deixar de existir, vão se desenvolver as baratas cascudas voadoras com veneno de 5 metros de altura e vão dominar as cadeias tróficas, e tudo o mais de besteira que se possa imaginar. Mas os problemas que plantamos, seguindo a lei fria da vida e da existência (e só digo fria porque ela não privilegia ninguém, embora possa ser muito legal se você saber como levar a vida), só afetam a nós mesmos. O nosso tempo. Fadado ao fim independente do que façamos.
E não entendam isto da forma errada. É justamente neste ponto que o ser humano se torna fantástico.
Não é porque o fim é certo, que não se pode melhorar o que se tem agora.
A certeza do fim é tão certa como o fato de que ele deve demorar ainda.
E que tal adiá-lo mais?
Por onde mais se possa adiar. Do jeito que precisar.
A vida pode ser bem melhor, é algo que a gente acabou descobrindo. É uma descoberta maior do que o remédio pras nossas besteiras.
Afinal, parem por um instante e pensem. Vocês acham que não sabem lidar com a morte?
É o que mais fazemos, o tempo todo, e nem nos damos conta.
A morte acontece aos bilhões em escala nanoscópica em questão de segundos. Claro, isso é algo que não nos damos conta. Mas, todos sabemos que vamos morrer.
E vemos até entes queridos morrerem, amigos perderem entes queridos. A morte dá seu bafo quente em cada jornal, em cada manchete.
E por quê, ainda assim, mal ou bem, caminhamos?
O ser humano é fantástico porque ele encara a morte como certa, e ainda assim, caminha com cada pedaço de seu ser na direção dela motivado.
Ao menos, temos esta capacidade. Sei que nem todos usufruem, por infinitas condições que nos privam disso.
Mas no geral é assim, e é muito bonito.
Cada um com seu motivo, caminhando feliz.
A vida, de fato, talvez não seja uma estrada. Mas um bar, onde você senta com seus amigos, família e amor.
Nele, o garçom veste preto e traz as bebidas numa bandeja lustrada de ouro e sangue. Sua foice está guardada, esperando apenas a hora de trancar todos nós por ali.
E bebemos dos copos vazios. As bebidas trazidas pelo garçom, não existem. Somos nós que, por alguma embriaguez do sentimento de viver, enxergamos líquidos, cores, sentimos cheiros suaves e sabores intensos.
Brindamos com os copos vazios, cheios de histórias pra contar.
E que venha o resto da vida.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
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