Pretendo dizer algo.
Me peguei hoje, ouvindo uma daquelas músicas boas viciantes alternativas que não estão na grande mídia.
E ouvindo a música, senti saudade.
Senti saudade de algo que nunca vi, nem senti, nem sei dizer como é.
Uma saudade como os versos finais de "Índios", da Legião.
"Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem
A cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi"
Como é que é isso? O que há dentro de mim? Esta sensação estranha. Não sei dizer do que se trata.
Seria o futuro batendo na porta, mudanças chegando? Seria o diabo do vazio querendo sumir?
Ah, eu não sei. E talvez de fato, quero tanto saber quanto também não quero. Não sei dizer se prefiro descobrir as coisas na hora ou antes.
Geralmente, eu, na minha onda afobado, prefiro saber antes. Mas talvez, de uma forma estranhamente segura, eu me embalo até com sorrisos na dúvida de escolher esperar. E vai saber o que vem depois.
Talvez apenas eu deva me reter ao caminho traçado, que traço calmamente. Têm sido bom reencontrar a sinceridade do sorriso. O brilho dos olhos.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário