Ultimamente tem sido aquela típica onda de azar que só se abate sobre mim, e daquela pior forma possível.
Dentre escolhas ruins, erros bobos e maus lençóis aleatórios, lá vou eu me apegando em pensar mais à frente do que as próprias consequências disso tudo poderiam querer chegar.
A típica hora que aquela solidão indestrutível vem bater à porta. Aquela, sabe. Fiz um post falando muito abertamente disso ultimamente, foi um dos meus melhores de todos, não tenho dúvidas.
Na verdade, nem foi tão abertamente. Quer dizer, quem tinha que entender aquilo, entendeu. Captou cada gota do pesar que é isso que sinto. Porque provavelmente sente igual.
Mas abertamente, falar disso, é extremamente complicado. Tarefa árdua.
Como é que eu posso descrever? Existe um quê de melancólico dentro de mim.
Não é algo que suplanta minhas alegrias, mas em dados momentos pode até me fazer menosprezá-las. Tamanha é esta dor.
Às vezes você passa pela vida buscando mais que um sentido de vida. E posso dizer isso porque, o sentido, eu já achei faz tempo.
O sentido pra mim sempre foi ser o melhor que eu pudesse ser. Deixar uma marca, a melhor possível - fosse uma lição, um sentimento, um valor, uma lembrança - em todos aqueles que me importam, importaram e vão importar. E tenho vivido desta forma, sempre dando o meu máximo a mim, e a todos a meu redor.
Não é fácil, claro.
Mas, vide as últimas falhas, realmente me pego enclausurado com a questão da solidão maior. Porque, de fato, eu não deixei de continuar dando o meu melhor. E quando isso não é suficiente (como não vem sendo por agora), eu sempre acaba descobrindo uma nova forma de melhorar.
E não vejo outra explicação pra desta vez eu não me sentir tão otimista. Quer dizer, ainda tenho cá meu otimismo esperançoso como sempre. Mas agora, talvez como nunca antes, essa solidão pesa doída em meu peito, na minha alma.
Por sorte, a vida me agraciou com os melhores amigos possíveis. E são muitos, pois eis-me que nunca tive medo de me aventurar pelos acasos. Mais que amenizar a dor, são capazes de me fazer esquecê-la e dar os sorrisos mais sinceros que eu poderia dar nesta vida. Sou tão grato a cada um deles que, não pode caber menos aqui do que dizer que sem eles eu teria morrido, sido outra pessoa completamente diferente. E muito mais amargo, sem dúvida. Adocicaram minha vida (mas sem a breguice de Beto Barbosa..) e me ensinaram o significado de ser feliz, e também o quanto era bom eu ser eu mesmo.
Porém, ainda, há sorrisos que eu preciso dar. E que, eu acho que nunca dei. Também não posso dizer quantos amigos já deram, aliás, farei A pergunta.
Quantos de vocês já deram o sorriso definitivo de suas vidas, com o coração parado de tanta emoção, de frente pra pessoa mais incrível que a sua vida terá o prazer de colocar na sua frente?
Sei que tudo isso soa muito meloso e iludido, infantil. Mas, tenho como certo que, não importa quantos amores tenhamos pela vida. Um deles, ao menos, foi aquele que mudou tudo, e que se deu errado foi o maior erro que poderíamos ter cometido.
Mas eu nunca senti isso.
Sempre quis, sentir. De verdade, cara a cara, e não separado por telas e quilômetros.
Ouvir alguém dizer que me ama, e isso não perder a graça pelas mil vezes que eu ouvir depois. Mas apenas da boca dessa pessoa....
Elogios, porque não me canso de fazê-los como o hábito certo. Não que meu ego seja grande, mas eu me sinto feliz sendo apreciado, sabem? Eu nunca espero elogios não porque não deseje, mas nunca fui acostumado a ouvi-los. Os verdadeiros elogios, eu raramente escutei na vida. Então só pra variar, ficaria feliz...
Receber um carinho, uma palavra amiga pras horas difíceis onde nem os amigos que tanto prezo poderiam me fazer sentir 100%. Eles sempre me deixam 90%. Os melhores, 99%.
Mas esse 1% que falta é vital.
Aquele aconchego, romance. Sou romântico assim, sim! Estão cansados de ouvir minhas proezas apaixonadas. Só quero poder vivê-las na plenitude do que meu coração as imagina, e não nesta triste realidade de não fazê-las, e quando fazer, achar a parede como resultado.
E sabem, o ruim desta minha fase é que, as últimas pessoas que me fizeram apaixonar, eu tive vislumbres reais de que sentiria isso caso ocorresse de eu conseguir a honra do amor.
E eu já estou nessa onda de novo, por alguém que eu mal comecei a conhecer e que eu mal poderei encontrar por agora.....Tentei com todas as minhas forças não me deixar levar por isso, mas foi mais forte, novamente.
Pior! Meu vislumbre é fatal agora! A força com que me deixo levar por essa menina, oh céus...
Não quero pensar nisso. É tão ridículo que procuro pensar em outras pessoas, paixões recentes ou antigas, qualquer coisa vale pra não focar o pensamento na menina. E nada funciona.
Cá estou eu, pensando. Nela, sim.
Ah, como eu queria ouvir. E me pego querendo ouvir sempre.
sábado, 12 de janeiro de 2013
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