Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 25 de maio de 2013

Restless

É, talvez seja por aí mesmo. Um jeito direto de chegar aonde pouco me atenho dentro daquilo que muitas vezes venho destacar pra mim mesmo.
E não podia ter outra forma que não esta, diretamente colocada, para mim. É assim que eu sou com as coisas né, assim que sempre fui.
Cá venho, entre meus disparates de franqueza ante mim mesmo, em mais uma daquelas madrugadas onde um dia bom e até bem vivido não conforta alguma inquietação dentro de mim. E foram muitas madrugadas assim a fio, e quantas mais precisarão ser, não sei dizer. De fato, as madrugadas de alguma forma acendem os lados mais insanos de uma mente perturbada. 

Pra falar a verdade, não sei por onde começar. Nem sabia o que falar, quando me decidi por vir aqui. Mas estava e estou ainda, inquieto. Tem sido assim, tem algumas semanas.
Não é uma inquietação que me tira o sono. Não demoro tanto pra dormir, sabem. Aliás, ando ralando tanto que demora pra dormir seria o começo da minha derrocada em diversos aspectos. Mas não vou me ater a isso. 

É uma inquietação que também não é de todo uma insatisfação. Tenho me saído bem em muitas coisas. Mesmo pensando romanticamente, tive tantas epifanias seguidas que pela primeira vez eu me vejo aberto a opções, e elas começaram a aparecer. Eu só não to caindo de cabeça em nenhuma, nem vou cair tão cedo. Mas seria isso que falta? Não sei. As chances estão aí, e na que ficar mais claro, eu saberei que não tenho outra alternativa. Porque, por mais que eu adorasse a ideia de que alguém pudesse ser direta comigo como eu sou com todas que um dia tentei, aprendi (tarde ou cedo) que de fato serei eu a dar a investida, mas sabendo de sinais que mesmo em minha habilidade de entender errado eu só possa dar como certos. E surpreendentemente, não estarei errado.

Revi algumas fotos de meu passado tão próximo e cada vez mais distante. Realmente, tenho muitas histórias pra contar apesar da minha tenra idade. Uma delas me chamou muito a atenção. Um aniversário da minha mãe. Não sei bem se era 2010, 2011. Eu numa data feliz com um rosto que era só frustração. Essa inquietação era familiar.

Mas não é totalmente o que inquieta agora. Talvez seja um pouco disso tudo. Não sei, não sei.
Sei que tem alguns momentos que isso passa. Assim, pelo dia. Vem uma pessoa e me faz sorrir sem motivo. Toca uma música e eu esqueço do mundo. 

Será que alguém sabe por quê as coisas simples são tão perfeitas pra esquecer as complexas?


É de longe que, os que me conhecem, me vêem batendo o pé impaciente, rodando sem conseguir sossegar. Procuro coisas pra afundar meu olhar, focar a mente. E se estou certo em afirmar que tenho um certo olhar bandido, então por aí já se espalharam as minhas verdades roubadas pra quem sabe encurralar metidos a Robin Hood. O mais engraçado é que estas verdades encrustadas em meu olhar provavelmente são as que desconheço por agora. E talvez seja esse o rumo inevitável. Esperar que o mundo seja espelho de meus anseios até que eu capte este reflexo por completo, não mais aflito do que não posso definir.


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