Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 23 de novembro de 2013

Ao templo do saber

Foi curioso olhar pra frente, e me ver olhando pra trás.
Já fazem 2 anos. 2 anos do último dia que estive no lugar que me fez eu. 
Não que ele tenha feito isso sozinho. Mas foi o ambiente perfeito. Era a casa das incógnitas e variáveis as quais eu teria que me adaptar e também escolher. Estava tudo ali, como um caldeirão esperando que minha alma se atirasse pra só me ser devolvida depois de muito bem preparada. 
E assim foi.
Segui com a minha vida, sempre com um pé ou outro por ali, de volta em São Cristóvão quando possível. Não dava pra entrar lá assim, toda vez. Mas tava sempre por perto.

Por ironia já citada, conforme fui avançando, o destino foi me trazendo gente nova com ligações antigas. Histórias de um mesmo lugar, e às vezes das mesmas pessoas.
Também me trouxe gente nova que é muito nova, e ainda está lá. E daí faz sentido dizer o que disse logo no começo. 

Foi especialmente curioso, e tocante, olhar pra essa gente nova que vive hoje o que eu vivi há 2 anos. Escrevendo seus textos cheios de lágrimas manchando o papel e o teclado. Postando suas últimas e mais requintadas fotos de cada pátio, banco e sala de aula.
Ver também os professores - amigos - de outrora, tirando sarro de forma genial ou admirando a nostalgia dos soldados da ciência de cada ano, é um capítulo à parte.

Vai pra 1 ano que vivenciei lá um dos capítulos mais intensos de minha história. E vivenciarei outro ao cabo desse aniversário que comemoro com gosto, esse retorno triunfal à casa que amo. Conto os dias, devagar e sempre. Não bastassem os empecilhos da minha rotina, que me deixam tão atarefado que por momentos esqueço de tudo que realmente importa.

E foi no Pedro II, talvez, que eu tenha dimensionado pra mim de fato, aquelas coisas que realmente me importam. 
Talvez o tempo me guie pra ter mais laços com o colégio. Mais ainda do que já tive e ainda tenho. Afinal, ter o nome no livro dos penas é honra pra poucos. Mas ser do Monuma é honra pra ínfimos, meus amigos. E isso é interna que eu vou levar pra vida inteira. Tradição, honra, amizade e irmandade que nasceu por lá e se estendeu. Eu e meus amigos até nos consideramos, de certa forma, meio que responsáveis pela cena de rock do colégio. Nunca houve tantas bandas - e a maioria delas veio derivada de membros do Monuma ou de amigos de membros. Fora as que seguiram depois do colégio. Eu sou o próprio exemplo disso, mesmo sendo carreira solo. Nasceu ali a vontade. Nasceu ali do desejo. 

E eu só posso agradecer mais e mais. Em pensar que, ainda jovem, me sinto já homem feito e olho pra esse colégio com a admiração de uma criança. Incrível a metamorfose. Coisas que deixamos pra trás, também, e que ficam por lá, encravadas no ar que atravessa os corredores e vem desembocar no pátio. Basta voltar, o cheiro traz todas à memória, e já abre o apetite se vier acompanhado das fragrâncias que evidenciam um fato lindo: dona Ana tá fazendo bolo.

Que saudade desses bolinhos. 

Os micos deviam adorar dar a sorte de roubar alguma migalha que fosse. Não lembro o que tinha mais: mico ou gato.


Lembro das festas, das rodas de amigos, das piadas. Até dos amores em vão. Vivi tudo que podia viver graças ao Pedro II. E sigo fazendo meu caminho, relembrando dos lemas cantados no hino. E óbvio, da tabuada também.

Recostando-me no Monuma ou pairando sobre as árvores do Horto, refleti sobre a vida que estava levando e por vezes até me questionei que caminho eu estava tomando, se era o certo.

Apesar de todas as dificuldades, só posso dizer que acertei em cheio. Vou seguindo. E volto lá em breve. 




Só o Pedro II poderia me dar vontade de ser professor algum dia. Tenho talento nenhum pra isso, mas pelo Pedro II, eu faria. Tudo. 

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