Por vezes, sinto que acumulo a dor de todo um mundo.
Nos momentos mais singelos e inesperados, algo me atinge.
Dói, por si só.
É uma farpa, uma pedra, que se encrava.
Um verso que se lê.
Um refrão que se escuta.
Uma melodia que se sente.
Só vem e dói. E me dói essa dor. Entende o que digo?
Não sei bem de onde vem.
Talvez eu seja muito sentimentalista.
Talvez eu seja muito influenciável.
Pra alguém que não costuma ter pena nem justificá-la, porque eu me envolvo tanto com o sentimento alheio?
Seria aliás, sentimento alheio?
Vai ver é meu.
Vai ver não é nada, que dirá ter dono.
E só sei isso. Vem algo assim em arrancada e me parte o coração.
Eu sou um belo de um derretido.
Só tenho a cara de mal encarado mesmo.
Sei lá.
Ando filósofo demais.
Definitivamente preciso de um tempo só, mas não sozinho.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
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