Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Beleza

Acordar as 6 no sábado ganha sentido quando nos deparamos com este universo despojado de suas lascívias.
Descer a rua e olhar o céu, onde as nuvens mais parecem pinceladas. Pinceladas circulares, concêntricas e se adensando em direção ao sol. Era como se Paul Cézanne estivesse fazendo seus rabiscos lá do paraíso sobre as nuvens, em grande escala. Eu, como humilde observador, lá estava admirado a descer.
Sobre os rabiscos divinos, uma luz oculta, clara e calma. Abrasadora, cantante e harmoniosa. Era o sol da manhã certa, certa como o destino de minhas conclusões.
Da noite passada, apenas uma certeza: eu vi um anjo.
Gostaria, amigos, de poder dizer de forma clara, mas o vi, tão imaculado quanto dual em sua grande tentação. Não o imaginava assim. Sabia que era, mas não tanto.
Disse ontem, e torno a dizer: encontrei aquela beleza de que tanto falava. Acho pedaços grandes dela em muitas mulheres incríveis, mas ontem, eu achei aquela beleza que talvez apenas eu tivesse idealizado da forma que digo por aí .
Seria não a beleza, mas A Beleza? Platão me perdoe por usar desse termo que parece tão inatingível, mas vê-la me deu esta sensação.
Sua dualidade é tão desafiadora quanto sua beleza. O que não há nela pra gostar? Há também muitas coisas a me distanciar (apenas a mim, por serem do meu critério de cara chato usual). E tudo isto me tornou imóvel como uma rocha, afundando no lago de meus pensamentos.
Como é que eu vou dizer isto? Paralisado feito um idiota, na festa perfeita pra nos conhecermos de fato.
Por mais belas, difíceis que fossem, minha coragem e cara de pau jamais me deixaram titubear. Parti pra dentro de batalhas perdidas até (não que isso fosse inteligente, mas hão de respeitar minha atitude e minha força de vontade), e jamais, jamais desisti antes de tentar de fato. Mas como isso meu Deus, como fiquei paralisado?
De fato, é sim, A Beleza. Mas não sei, se posso tê-la, se terei, se é apenas outra obra de arte que devo admirar e me resignar a isso para apreciar as belezas que me aprouverem.
Mas esta obra de arte, de qualquer forma, não é de Cezánne, nem de Picasso, ou Da Vinci sequer. Magritte? Van Gogh? Miró? Munch? Dali? Quem são eu sei, mas mesmo assim não foram eles capazes de criar esta obra de arte. Isso é coisa de Deus, Buda, Cosmos, sei lá.
Mas é algo que não sei explicar.
Veja a mim: só mais um dos mil idiotas que devem ter se pego pensando na Beleza, e desta forma. O que ainda me faz pensar que posso tê-la é minha força de vontade. Mas ela tem que ser maior que minha paralisia pra eu me dar ao luxo de acreditar....


Nenhum comentário:

Postar um comentário