Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Matador de passarinho

Obrigado, Rogério Skylab, por me dar as palavras PERFEITAS.

Sou ambientalista, gente, fiquem calmos, não virei revolts boçal. Só preciso da metáfora. Preciso dizer algo a alguém.

Cortei tuas asas, pássaro!
Cansei, cansei de vez! Das tuas andanças sobre a minha cabeça e dentro do meu peito.
Sempre que podemos, você não pousa em mim. Você levanta vôo e me ignora por todo o sempre.
O sempre passa, até que vira nunca, e você nunca dá sinal.
Até que, longe, escuto teu canto, quando já não me atenho as esperanças de te ouvir.
E aí sabe o que vejo? Você num diabo de um ninho, de algum joão de barro miserável.
Um miserável qualquer, que construiu a casa pra uma de sua espécie, e aí você, abusada que é, saiu entrando.
Como entrou na minha vida, pela minha janela.
E na casa do joão de barro, não duvido, ele escuta teu canto e faz todas as tuas vontades. Você é dele, e não minha, jamais minha.
E eu que sempre quis, brincar de ser joão de barro, brincar de ser teu.
E quantas vezes mais eu terei que passar por isso? Quantas?
Eu não o posso, corto hoje as tuas asas!
Finges que não me vê, ignoras a mim, não posso eu pensar em você!
Por quê? Diz com sinceridade.
A cada filme ridículo, a cada belo sorriso, a cada olhar de tentação. Eu só vejo você, e só queria te esquecer por completo uma vez na minha vida.
Mas adivinha? Não, não irei cantar pra você a música que aprendi a cantar pra você.
Cantarei pra todos a que, muito antes de nos unir, foi o meu objetivo como músico, minha motivação.



E tudo isso, pra, finalmente, tentar te deixar voar de vez, no meu coração. Porque eu cansei de te ver voar e sentir que você vai pousar em mim algum dia. Sentir que você se aconchega na minha sombra.
Corto tuas asas em meu coração, para que possa voar pra longe dele e deixá-lo amar alguém que o ame.
Já amei a tantas, e ainda amo a uma, se queres saber. Amo mesmo, acho que me cabe dizer isso.
E talvez com ela isso passe, eu não sinta o amor por ela, já que nunca pude ser o poeta que pensei. Pelo menos, é o que ela demonstra.
Tão claro como você não me fez joão de barro.
Mas ela, eu posso confiar. Posso ter, pra mim, de alguma forma. Você, não. Você é só sua, e teu egoísmo me matou esses anos todos. E mesmo assim, mesmo assim, só você fez o que fez comigo.


A pior parte, é que não sei o que farei se você resolver pousar. Então por favor, se estiver lendo, define-te! E voa pra bem longe, vai ser bem feliz. E carrega contigo as minhas dúvidas.

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