Peguei-me ansioso estes últimos dias.
Ansioso, por algo. Não sei bem.
Minha ansiedade é natural, mas desta vez. É algo como eu era quando mais novo, uma ansiedade frenética por coisas que espero e não sei que espero. Ou que espero e não sei se vou ter. É difícil.
Me peguei pensando sobre o que seria o motivo. Provas próximas? Provações, talvez.
De papo com uma boa amiga, ela sugere:
"Deve ser coração agoniado".
E bom, tá aí. Coração agoniado, mas de quê? É um motivo tão bom pra se estar ansioso que chega dar pena não saber se é isso mesmo. E talvez nisso eu confirme ao meu subconsciente bagunçado que deva ser este o motivo. Ou não. Sem mais delongas em torno de Freud, devo seguir.
Perguntei, curiosamente envolvido pela ideia da menina:
"E isso tem cura?"
A resposta, daquelas que a gente já espera.
"Alguém tem que acalmar o teu coração."
E de boa, ouvir isso, que de fundo já sabia, não me estremeceu. Também não aumentou a ansiedade.
Por algum motivo, lá quieto do meu canto, eu pensava que isso não demoraria. Há sim, de se achar alguém por aí, que me acalme o coração. E não demora tanto. Eu claro, continuo ansioso, mas nada que não possa ser resolvido.
Cá no meu canto, a barba por fazer tem quase um mês. Aquele aspecto de quem tá imerso em seus planos e pensamentos. Mais do que de costume. Os olhos aprofundam-se nas noites levemente estreladas até onde o céu me permita vê-las.
A vontade de entrar em forma tão grande quanto a preguiça existencial e o desejo que bastasse um estalar de dedos. É engraçado. Minha pequena barriga protuberante sempre me incomodou, e quanto menos tempo eu tenho pra perdê-la, mais tempo fico pensando se realmente vou conseguir fazer isso. Melhor é pensar que talvez nem precise, que o tempo resolva isso por si só.
Isso e tudo o mais.
Me agarro ali no meu violão, sentado e calmo. Toco alguns acordes. Um sambinha improvisado, embora eu não saiba tocar samba. De repente fica bonito, fica gostoso de se ouvir. Pego a letra feita num surto em outro dia. Releio com atenção. Há uma nova melodia por sair. E não vai ser samba, não sei fazer samba. É algo meio pop. Mas tem essa puxada, essa coisa de gingado que foi gostoso de criar ali, no meu cantinho.
E tem muito mais por fazer, musicalmente, também. Muita música pronta na cabeça, que precisa sair.
Em março, amigos, deixo claro, estarei dando continuidade a meu trabalho. E impulsionando-o de vez. Alguns vídeos, com músicas minhas, mas destaque para os covers. Aí, um single poderoso (e vocês verão que é, ao término das gravações), e um CD feito por conta própria. Vou dar meus passos.
Há de convir também dizer, agoniado ou não, o coração tá bem. Digo com a certeza que, aqueles que me virem por aí, não poderão descrever outra coisa que não isto:
"Lá vai um cara diferente. Tem algo no olhar.."
E posso dizer que tenho. Retornou a mim a certeza de buscar. E o orgulho de continuar tentando.
Só me cabe olhar fundo nos olhos de quem vier. Dizer para que olhe e diga o que vê.
Logo, também, direi que vi amor no olhar que vi.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
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