Não o pude.
Não pude fazer nada.
Em meio aos amigos, ao bom som, a felicidade. Em meio a comemoração alegre e necessária.
Vê-la, como é, cara a cara, foi demais pra mim.
Demais pra pensar que desisti rápido. Demais pra pensar que o que digo pode ser a mais bela presunção.
Mas de fato, também era demais pensar. Era demais sentir. Demais pra mim.
Demais, observá-la.
Falar? Como falar? COMO? Mostrar minhas dúvidas que se despertaram na sua presença? Perder o juízo em devaneios insanos pensando numa forma simples de dizer um elogio sincero?
Pior, eu sabia como fazer isso. E sei, até agora. Mas não consegui.
Olhava pra ela, e via muito mais do que esperava ver.
Queixo-me aos céus, que não me provém com a imaginação certeira pra evitar esses devaneios.
Queixo-me a minha memória que não é surrealista e portanto, não persiste quando preciso.
Guardo profundamente o rosto daquela menina no meu peito, com cada impressão tão fiel quanto se possa querer pensar. Mas cabe dizer, em minha mente a busco, e não a acho.
Quanto mais penso em lembrar o que vi, menos acho.
Mas meu coração me mostra, então, o que vi.
E isto se perde novamente, para que, em algum lance de sorte, num próximo encontro, eu tenha novamente a surpresa.
A surpresa da beleza real e devastadora, que desarmou-me até das pedras. Sem defesas, fui incapaz de resistir, e também incapaz de agir.
Dei o espaço, e não consegui encurtá-lo.
E nos golpes de olhar, se ela viu meu olhar, sabe já que me tem se quiser ter.
E nada faço eu perante a beleza real e devastadora.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
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