Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 22 de junho de 2013

Óbito da sanidade

Não foi nesta madrugada que me peguei, uma vez mais, pensando nas situações românticas que atravessei pela vida. Mas foi nesta que sentei pra escrever.
Já disse muitas vezes que tirei lições valiosas de cada experiência. Mesmo aquelas em que nada de fato aconteceu. Falei muito destas lições, mas por vezes ajo como se não tivesse aprendido realmente nada.
Devia, como estou pra fazer, ter parado pra pensar no que de fato essas pessoas despertaram em mim. O que elas mudaram pra mim, como eterno amante. Só por perceber mesmo, o que fato mudou em mim como homem que quer uma mulher pra si e ser feliz com ela. 

Teve gente que me despertou simplesmente a fascinação pelo sentimento. De estar apaixonado, de achar isso legal. É até idiota muitas vezes, mas devo admitir, quando se está, não há como negar que ficamos perigosamente idiotas mas com uma sensação muito boa.

Outras me despertaram o talento. Descobrir que eu era bom nessas coisas de namorar. Não era bom em cantadas, nem era bom pra ficar com quem eu quisesse, mas quando eu tinha a sorte eu era bom o suficiente pra não ser esquecido. Descobrir isso botou minha moral em tal altura que até hoje existem reflexos positivos e que não me permitem aceitar o azar de solitário.

Algumas vieram no momento certo pra me fazer bem e não souberam a hora de ir embora. Ou fui eu que não soube abrir a porta e pedir pra se retirar. Dá na mesma. No fundo não importa de quem foi a culpa, é certo que tinha data de validade pra ambos os lados. 

Houve aquelas que só me fizeram mal mas despertaram o meu melhor. Trouxeram à tona em mim coisas que eu não sabia que seria capaz de fazer, e que acabariam por definir o meu jeito de ser. Engraçado, justo as que não mereciam. Hoje acho graça de ter perdido esses contatos, seriam coisa pra me divertir ao invés de me envergonhar das besteiras que fiz como sempre faço.

Também pintaram aquelas que resgataram em mim esse melhor que por vezes se adormeceu. Me deram motivos pra acreditar, me fizeram ser querido pra continuar. Só não me deram o amor que eu podia dar. Mas estas, não guardo com rancor, ainda amo do jeito devido e saudável, por tudo que representam pra mim. Uma delas, em especial, foi quem me deu o sopro que eu precisava pra abraçar de novo minha maior paixão.

E teve aquela que nunca me desceu na garganta. Porque sempre que as coisas estão meio complicadas, ela volta. Porque foi ela, que acima de todas, encheu o peito pra dizer que eu podia ser amado por alguém incrível, e me fez perceber isso. Porque ela dizia que queria ser essa pessoa. E nunca desceu ela não ter sido, a verdade é essa. Eu nunca superei isso por completo porque nunca encontrei aquela que poderia ser o que ela me mostrou que eu merecia. E a sombra dela, sempre que me pego solitário, paira sobre minha cabeça. Hoje eu banco o indiferente, não quero mais me expôr e dar a cara à tapa, brigar pelo que devia ter tentando anos atrás. Não creio sequer que ela lembre de mim com carinho, não posso crer que seja possível. Só queria meter na minha cabeça, no meu peito, nesses momentos em que por idiotice venho pensar nela, que foi tudo brincadeira de uma menina que mal conhecia a vida. E provavelmente mal conhece ainda, rica que era.
Mas fato é, ela em mim despertou o amor mais intenso.


E todas, loucas. Sem exceção. 

É madrugada, esquecerei que escrevi isso tudo.


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