Cá comigo, pensei em ti. No que passei ao teu lado hoje.
Pensei no que me tornei, desde que te conheci.
Então, se me cabe, eu queria dizer-lhe isto: não sei como ajudar.
Sei que pediu pra que eu não me culpasse pelas tuas histórias onde sempre me pego envolvido pelo enredo. E palpitando criticamente no roteiro, como é de praxe do meu ser..
Mas é difícil, pra mim, olhar pros lírios dos teus olhos, e vê-los em orvalho.
Lá pelas tantas da minha infância, ou talvez da sua, aprendi (e talvez você também), com um livro muito querido, que somos eternamente responsáveis pelo que cativamos.
Cativou-me você a alegria, a simplicidade do sorriso sincero. Espalhaste-as como as sementes do mais singelo lavrador, que com o mais certo carinho e cuidado semeia a terra bem tratada.
E eu era deserto. Áspero, intenso e nada fácil para os aventureiros. Porém, no fundo de minha areia densa e porosa, água cristalina. Você plantou sua semente, lavradora, e em poucos momentos de trocar palavras, a semente brotou e virei oásis. Oásis dos sorrisos que você me ensinou a dar.
Foi e tem sido e continuará sendo, a confidente de meus devaneios, que me chama pra Terra quando meu coração vagabundo quer se sobrepor à realidade dos fatos.
Portanto, meu bem, relaxe. Atire-se no sentimento que ainda é necessário, pois só assim ele flui. Mas não mais orvalhe, não mais se desgaste. O mundo não tem o direito de tirar de você o que você cativa. A tua alegria é sua, e você compartilha. Mas não perde, e não podes perder!
Amo você, minha pequena irmãzinha, meu bem e meu bem querer. Já vi os lavradores das rosas e seus espinhos, já vi quem colhesse margaridas e violetas, mas não vi ainda quem soubesse descrever com precisão o lírio dos teus olhos. Sintetize tua dor e libere a alegria que move os corpos inertes ao teu redor.
segunda-feira, 11 de março de 2013
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