Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

domingo, 17 de março de 2013

Partição infinita do tempo nos meus sonhos

Uma fração do tempo que perco é para o lazer. Mas então posso dizer que não perco, porque meu lazer é diverso, e envolve também meu trabalho, meu futuro. E se não é isso, é o que me dosa a tranquilidade pra realizar outras tarefas.
Outra fração é o ócio produtivo. Ou improdutivo. Misturo com lazer também, não sei. Acho que, em dado momento da vida em que tudo é uma corrida, momentos como esse em que o tempo pode passar tão rápido ou tão devagar quanto for e você não se mexe, são essenciais. Só pelo momento em si. Às vezes não é nem descansar em tais situações, mas apenas desacelerar.
Tem aquele pedaço chato das obrigações da casa que ninguém tem saco.
Curioso, gosto de lavar louça.
Outro pedaço do tempo é fisiológico, basicamente dormindo. Todo mundo faz isso e aquilo e não preciso entrar em detalhes, mas dormir é provavelmente a maior parte desse bolo físico. E dormir leva a sonhar muitas vezes.

Ahh, eis que chego aonde devia. Sonhar! Boa parte, quando nos lembramos, é claro.
Ou não tão boa assim, especialmente no meu caso. Vocês sabem como é, geralmente, quando se sonha com algo que parece muito real, NUNCA acontece.

Foi esses dias.
O sonho era o seguinte. Recepção dos calouros na faculdade. Eu saía da sala em algum momento do nosso trote já preparado. E cruzava com uma das nossas calourinhas. O engraçado: não era igual a nenhuma outra que eu tenha conhecido dentre as que coletamos dados. Aliás, não era a igual a nenhuma mulher que eu tivesse conhecido na vida. Branquinha, cabelos negros com mexas ruivas (oh god), um corpo lindo, olhos profundos e serenos. Perguntei algo sobre o que ela achava da galera, do curso, alguma cosia do tipo.
Ela reagia risonha, trocamos umas palavras e demos as costas um ao outro. Momentaneamente, pois logo nos encaminhamos na mesma direção, e não era a da sala.
Por alguma razão, dali passamos pra uma espécie de praça das nações versão restaurante. À cada corredor, um tipo de restaurante típico. Claro, é um sonho, tais loucuras são possíveis.
A cada restaurante nacional, uma risada diferente, um olhar atento. Um beijo ao fim não sei em que restaurante. E de volta à sala, os dois, rindo um pro outro, como se tudo tivesse acontecido.


E aí acordei, matando mais um bom sonho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário