Uma fração do tempo que perco é para o lazer. Mas então posso dizer que não perco, porque meu lazer é diverso, e envolve também meu trabalho, meu futuro. E se não é isso, é o que me dosa a tranquilidade pra realizar outras tarefas.
Outra fração é o ócio produtivo. Ou improdutivo. Misturo com lazer também, não sei. Acho que, em dado momento da vida em que tudo é uma corrida, momentos como esse em que o tempo pode passar tão rápido ou tão devagar quanto for e você não se mexe, são essenciais. Só pelo momento em si. Às vezes não é nem descansar em tais situações, mas apenas desacelerar.
Tem aquele pedaço chato das obrigações da casa que ninguém tem saco.
Curioso, gosto de lavar louça.
Outro pedaço do tempo é fisiológico, basicamente dormindo. Todo mundo faz isso e aquilo e não preciso entrar em detalhes, mas dormir é provavelmente a maior parte desse bolo físico. E dormir leva a sonhar muitas vezes.
Ahh, eis que chego aonde devia. Sonhar! Boa parte, quando nos lembramos, é claro.
Ou não tão boa assim, especialmente no meu caso. Vocês sabem como é, geralmente, quando se sonha com algo que parece muito real, NUNCA acontece.
Foi esses dias.
O sonho era o seguinte. Recepção dos calouros na faculdade. Eu saía da sala em algum momento do nosso trote já preparado. E cruzava com uma das nossas calourinhas. O engraçado: não era igual a nenhuma outra que eu tenha conhecido dentre as que coletamos dados. Aliás, não era a igual a nenhuma mulher que eu tivesse conhecido na vida. Branquinha, cabelos negros com mexas ruivas (oh god), um corpo lindo, olhos profundos e serenos. Perguntei algo sobre o que ela achava da galera, do curso, alguma cosia do tipo.
Ela reagia risonha, trocamos umas palavras e demos as costas um ao outro. Momentaneamente, pois logo nos encaminhamos na mesma direção, e não era a da sala.
Por alguma razão, dali passamos pra uma espécie de praça das nações versão restaurante. À cada corredor, um tipo de restaurante típico. Claro, é um sonho, tais loucuras são possíveis.
A cada restaurante nacional, uma risada diferente, um olhar atento. Um beijo ao fim não sei em que restaurante. E de volta à sala, os dois, rindo um pro outro, como se tudo tivesse acontecido.
E aí acordei, matando mais um bom sonho.
domingo, 17 de março de 2013
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