Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

domingo, 24 de março de 2013

Waiting for this moment to arise


Caminhando à sombra de meus pensamentos, vejo-me em situação familiar a de minhas complicações ao longo da vida.
A história, sempre a mesma. Uma garota incrível, um amor incondicional, uma música pra se guiar nele. 
Uma batalha épica entre minha mente e meu coração. Um dizendo os fatos, outro querendo mudá-los. O coração sempre vencia. E sua vitória significava, e significa, minha derrota. E dele também. 
Não persistirei neste detalhe. Sabe-se bem como o meu coração torna a me fazer querer lutar novamente pela garota, mesmo com 10 anos de fim de guerra, se cabe a comparação. É isso, assim definirei meu músculo involuntário, o mal perdedor das guerras passadas. Sempre achando que deve-se empunhar armas novamente.

A verdade é que depois de tantos anos ainda não aprendi a lição. Toda vez que me apaixono antes, e principalmente por alguma garota com quem estou construindo uma amizade, a coisa não dá certo.
Aliás, não é que algo comece pra dar certo. Não começa nada, nada vai sair dali. Não existe nem existirá uma garota, com quem eu me torne amigo antes, capaz de me enxergar como algo mais depois disso.

Eu devo ser o repelente perfeito do romance, da libido. 
Pode ser a minha intensidade, a forma com que exponho tudo. A forma com que boto fé e me apego.
Pode ser minha falta de frieza. Dar o valor que quero dar sem temer o que pode ser pensado, e acabar com isso gerando expectativas de remendar a autoestima da garota, mas nunca gerar atração.
Pode ser minha sinceridade e meu inconformismo, minha incapacidade de me aceitar com mulheres que não me adicionam nada culturalmente, intelectualmente.

Tudo pode ser, nada é. De fato, ignorar uma dessas características minhas me rendeu namoros. Desastrosos, conturbados e estressantes. 
Que de certo ponto de vista, mereciam ser apagados. Pra mim e pra quem eu namorei.


Mas não serei ridículo e infantil. Toda esta dor me rendeu experiência. Lições, coisas que tirei pra vida. 
Coisas que aprendi que seriam importantes pra tratar com a próxima que tivesse a coragem de arriscar comigo.

Agora sim, sou meu flagelo. Burro, com tantas lições, tantos rolos e desenrolares e tocos e beijos e confissões, só sigo repetindo meu ciclo.

Sofrer apaixonado / Conformar-me com namoro problema.

Minhas escolhas, burras ou não, certas ou arriscadas, me trouxeram à sombra de meus pensamentos. Defino-me sempre o velho lobo solitário. Porém, de fato, algo mudou.
Apesar da repetição de minha sina, bem como toda a dor hoje parecer mais forte do que antes tivera sido qualquer outra, o vazio se preencheu.
E não foi por alguém, foi por mim mesmo. Pelo que conquistei, pelo que tenho feito. Atingi o sentido total da felicidade, descobri o amor que posso dar. Só me falta a quem oferecer.
Também cabe, que se um dia chamei uma amada de pássaro negro, hoje eu roubo a metáfora pra mim, pra só lembrar que esperava este momento pra surgir.

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