Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 30 de março de 2013

In search of something, besides my pride

Hoje foi um daqueles dias tediosamente sem graça. O cinza do tempo e o frio da chuva são coisas que desanimam qualquer ideia de sair. E a preguiça usual perante o fato de que acabou-se o que era doce e de que agora a rotina vai voltar.
Manter as gravações não vai ser nada fácil. Mas estou pela metade do caminho e não posso parar agora. Eu sei que posso dar meu jeito e tocar tudo como eu sei que consigo. Vai dar tudo certo, no fim.
Mas tem algo me faltando. E não sei dizer bem exatamente o que é.
Se você vier me falar que é mulher, num primeiro momento eu vou concordar.
Rir litros, fazer diversos comentários e piadas infames. E se você for uma mulher solteira e bonita, pode levar uma cantada sem saber. Mas não é a valer, provavelmente.
É óbvio, claro e certo como água, que tem uma mulher me faltando nesta vida. Alguém pra dedicar esse meu amor tão intenso e tão batalhador, cheio de orgulho e força. Mas, tão certo quanto isso, é o fato que espero mais que alguém que eu possa dedicar isso. Espero alguém que mereça isso. E que também possa me dar no mesmo nível. E até eu encontrar alguém que me faça acreditar que isto seja possível de se ver nesta pessoa, mais do que ninguém eu sei que vou precisar de algum tempo ainda. É mais curto talvez do que eu espero, mas provavelmente mais longo do que eu quero.
E justo por isso, o que me falta, talvez, não seja isto, cuja falta já estou e sempre estive acostumado desde que me percebi como o ultra romântico que sou.
Pois bem cabe dizer novamente, o vazio se preencheu sozinho. Não foi por pessoas, embora algumas tenham contribuído. Fui eu mesmo quem resolveu o meu problema, como assim deveria ser.
Fui eu que, mediante as últimas dificuldades, consegui emplacar novas conquistas, e perceber que o que me faltava pra me sentir mais forte não era  uma pessoa, mas, eu me sentir capaz de merecer a felicidade que procuro. Eu conseguir sentir a paixão em tudo que faço, em 100% sem arrependimento. E seguir atrás dos meus sonhos. Eu caí de cabeça, mesmo que não completamente, mas caí. E foi essa queda que me livrou do peso. Engraçado dizer isso.
Pensar que a gravidade pode nos tornas mais leves quando abandonamos as travas perante um precipício incerto, sem nenhuma ponte amarrada.

Claro, não vou negar, existem coisas maiores e que eu ainda almejo.
Talvez o que me falte agora sejam pessoas. Tenho os melhores amigos do mundo, mas existe gente que também estava nessa lista, e que se dependesse de mim sempre estaria. Mas a vida tem suas artimanhas, e cada passo dado pra uma nova direção é um pequeno adeus a pessoas que poderiam estar do meu lado.
Talvez seja isto mesmo. Recentemente, vacilei em meu ciúme. Pior que isso, escutei o orgulho na hora errada.
Mas não vou me culpar inteiramente. Em algum momento, faz-se necessário. Ainda mais para os orgulhosos como eu. O problema foi cair em si nas consequências do ato.
Sabem, orgulho é importantíssimo. Orgulho é saber dar valor a si mesmo, saber quem somos. Orgulho é saber que tudo que fizemos e passamos é bom, no fim das contas, porque nos faz chegar aonde estamos e da forma que somos. E escutá-lo nos priva de sofrer coisas muito desnecessárias. Nos faz inclusive mostrar a algumas pessoas que elas devem talvez dar mais valor a quem somos.
Mas existem horas que o orgulho deve ser posto de lado. Não é o tempo todo, claro. Mas algumas ocasiões, são tudo. Eu, que sempre acabava fazendo a grande burrada de deixar o meu orgulho calado sempre que me apaixonava, levando a grandes pancadas.
Depois de tanto, por burrice, repetir o erro, resolvi escutá-lo. Dei-lhe o megafone, e ele bradou aos 7 ventos, como o leão que levanta de sua sombra junto às árvores secas do calor depois de meses de fome, para dar o golpe de misericórdia na zebra desavisada. Da zebra não sobram sequer os ossos. O leão sai satisfeito.
Mas naquele dado momento, talvez eu devesse tê-lo segurado. Com certeza, não nego.
O leão matou aquele sentimento de amor, do jeito que eu precisava que fosse feito. Guardou e enterrou lá com suas outras carcaças. Ai de quem não lhe der bons motivos pra baixar a guarda.
Porém não me remediou. Sinto a falta da brisa que soprava leve e aconchegante nos meus desertos. Não a quero pra mim, mas sinto sua falta, sua presença era algo divino e que eu não podia ter arriscado perder.
Também sinto a falta do pássaro que se atrevia a voar nos meus céus e fazer sombra a minhas ideias.
Não amo, não amo mais ninguém. Quero muito amar mas não amo ninguém. Porém, essas pessoas me fazem muita falta, hoje.

Não sei bem a que tantas o meu caminho vai seguir. Não sei nem dizer, de fato, se perdi essas pessoas pra sempre ou por agora. Só sei que me incomoda, me deixa inquieto, me tira o sono.
Não consigo mais dormir antes das 2, não consigo mais passar um dia sem pensar nisso.


E se não é isso que procuro, uma forma pra preencher esta saudade que parece não poder ser morta, então definitivamente não sei o que procuro.

Mas é certo, hoje, vi com clareza como ainda me sinto incomodado com algo. Que falta alguma coisa, e que eu posso ter se perseverar. Ou não, mas sou otimista/burro demais pra pensar de outra forma.


Só sei que nada sei. Só sei que não amo mais ninguém que não os amigos. Só sei que quero amar.

Esqueço o resto e sigo em frente, deixo o passado ficar e dou as costas. O que está feito, está feito. E que venham novas histórias.




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