Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

quinta-feira, 28 de março de 2013

Crianças

É engraçado constatar como às vezes perdemos o valor de nossas infâncias.

Me peguei hoje mais que sendo nostálgico. Me peguei sendo sinceramente feliz como a criança com o brinquedo novo. E não precisei de muito, sabem.


Lembrar-se das brincadeiras bobas por qualquer razão. Das séries e desenhos incríveis que se via (e que vejo até hoje com frequência). Dos jogos inventados na hora, com cada apelido apimentando a roda de pequenas amizades, de pequenas mentes se construindo.
Ver uma criança crescer é uma dádiva. Contribuir pra isso é uma benção. Quero muito ser pai um dia.


Lembrar de como era legal ser feliz sem pensar em mais nada. Entender, ao cair em si, o porquê de ser a filosofia das crianças. E se alegrar com um sorriso alheio era tão fácil.

Era fácil também se machucar, fisicamente. Qualquer coisa era só por um Merthiolathe da vida, e tava tudo okay.
Apesar do brusco romper, nos 8 anos, de toda a minha forma de vida, e o que estava passando, minha infância até ali foi perfeita. E apesar dos problemas que vieram depois, nada apaga minhas primeiras palavras, minhas primeiras conquistas, minhas pequenas gafes e meu processo de me tornar eu como sou hoje.


Desde pequeno eu era romântico. Em segredo, costumava catar lírios e margaridas pelos jardins pra dar pra uma menina nos tempos de colégio, antes do CPII. Não que eu chegasse a entregar, a timidez foi uma grande barreira.


Enfim. Que lembremos, como um lírio me lembrou, da nossa alegria de quando crianças, e como isso é tudo de bom!

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