É engraçado constatar como às vezes perdemos o valor de nossas infâncias.
Me peguei hoje mais que sendo nostálgico. Me peguei sendo sinceramente feliz como a criança com o brinquedo novo. E não precisei de muito, sabem.
Lembrar-se das brincadeiras bobas por qualquer razão. Das séries e desenhos incríveis que se via (e que vejo até hoje com frequência). Dos jogos inventados na hora, com cada apelido apimentando a roda de pequenas amizades, de pequenas mentes se construindo.
Ver uma criança crescer é uma dádiva. Contribuir pra isso é uma benção. Quero muito ser pai um dia.
Lembrar de como era legal ser feliz sem pensar em mais nada. Entender, ao cair em si, o porquê de ser a filosofia das crianças. E se alegrar com um sorriso alheio era tão fácil.
Era fácil também se machucar, fisicamente. Qualquer coisa era só por um Merthiolathe da vida, e tava tudo okay.
Apesar do brusco romper, nos 8 anos, de toda a minha forma de vida, e o que estava passando, minha infância até ali foi perfeita. E apesar dos problemas que vieram depois, nada apaga minhas primeiras palavras, minhas primeiras conquistas, minhas pequenas gafes e meu processo de me tornar eu como sou hoje.
Desde pequeno eu era romântico. Em segredo, costumava catar lírios e margaridas pelos jardins pra dar pra uma menina nos tempos de colégio, antes do CPII. Não que eu chegasse a entregar, a timidez foi uma grande barreira.
Enfim. Que lembremos, como um lírio me lembrou, da nossa alegria de quando crianças, e como isso é tudo de bom!
quinta-feira, 28 de março de 2013
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