Pra variar como ultimamente, o começo da última semana de aulas (ao fim desta serão provas e depois das provas será férias e depois será greve...) foi bem legal. Quer dizer, não começou exatamente assim, mas foi melhorando bastante até chegar a seu ápice poucas horas atrás. São meia noite agora, e sem aula amanhã, tenho toda a liberdade de tempo e imaginação para contar-lhes em cada mísero detalhe.
Acordei atrasado, de novo. Nem estava tão atrasado, mas se parasse pro café ia me atrasar. Peguei um pacote de biscoito e fui atacando ele aos poucos pelo caminho. O 634 até que foi tranquilo hoje, fui sentado a viagem toda.
Cheguei em tempo de sobra, e o tempo foi passando vagarosamente em papos distraídos até que o Aurino entrasse pelo segundo tempo. O maldito ainda tinha matéria pra dar, não aguento mais química. Se na faculdade de engenharia ambiental tiver essa porra eu já sei bem o que vai me botar de bomba no fim do período..
Quando ele finalmente terminou, o Hercules ainda se atrasou uns minutos pra nossa aula de português. Mas tudo corria tranquilo.
Na aula de matemática novamente a Marilins e seu velho problema de não conseguir prender a atenção da turma. Geral disperso, ela ameaçou tirar ponto de quem falasse e não fazia nada, o que só piorava as risadas. Ela ainda passou parte do gabarito de seu teste impossível, e do que vi ela botando, só sei que acertei uma. Ai que raiva daquele teste fudido....
Saímos eu e a Bruna pra almoçar juntos. Ela disse que o pai vinha buscar e que podia me dar carona de novo. Ficamos conversando. Eu não sei bem como nem porquê, mas acabei contando pra ela um pouco de toda a vida dos meus pais, como era assim, meu convívio com eles, a separação em si, etc e talz. É uma coisa que não costumo contar sempre, nem com os devidos detalhes, e sei lá, foi bom conversar com ela ali, naquele momento.
Saímos e ficamos esperando que o pai dela chegasse. Bia se juntou a nós. Eu aproveitei pra falar com meu pessoal. Henrique, Gabira, Rappa, Kovac, Carol, Pedro, Souza, todos apareceram de uma vez. Não sei bem porquê em algum momento acabei falando pra Carol e do Henrique sobre minha já citada atitude de jogar fora as coisas que a Jenifer me deu. Eles disseram que ficaram até meio preocupados, comigo e com ela. Eu dei de ombros:
'Ah cara, se ela se importar com isso vai ver é porquê escolheu errado na hora de decidir..'
Mesmo que seja o caso, não é que eu queira magoar ou causar impacto. É que todas as coisas tinham um significado de despedida. Todas mesmo, o vidro de perfume que ela queria que eu tivesse o cheiro pra lembrar dela, o bilhete que me deu antes de namorarmos, onde contava que não sabia como se sentia e o que queria comigo, e que seríamos sempre amigos, outro bilhete com 'eu te amo eternamente' que por ironia ela me deu quando terminamos, enfim. Tudo isso, por mais que em seu devido tempo onde recebi cada coisa tenham me emocionado, tem um significado triste, de despedida já naquelas vezes. E isso me entristecia ainda mais ao topar com cada lembrança. A despedida final, de fato, ainda não chegou, já que ela não se mudou. A amizade fica viva, é incrível isso. Enfim, eu precisava me livrar da lembrança triste sabe, então não tinha outra escolha. A única coisa boa que tenho comigo que ela me deu é a caixa onde estavam os bombons, as cordas de violão e o bicho de pelúcia com um 'I love you' bem grande. Os bombons comi, o violão está com as cordas, e o bicho está na caixa. Foi o único de todos esses presentes que realmente tinha AMOR, aquela coisa de parar de pensar no passado ou prever o futuro, era o nosso presente, era A GENTE. E talvez esse sim valha a pena ser guardado. Quanto a Jenifer, se ela quiser jogar tudo que dei fora, tem todo o direito. Eu sei que não signifiquei pra ela o que ela significou pra mim, e nem preciso dizer porquê. É uma pena mas é fato. Eu só não quero é mais mágoa, nem pra mim nem pra ela. E infelizmente, esse é o único jeito que vi pra seguir em frente.
Até fui mais irônico no carro com o pai da Bruna, ela e a Bia. Novamente não sei porquê o assunto foi parar nisso, e quando falei que joguei fora, Bruna me perguntou se eu não achava que deveria ter guardado. Sarcástico como o diabo gosta, eu comecei a me narrar no futuro contando pros meus filhos (se é que terei a sorte de tê-los) como o pai deles conseguiu se apaixonar perdidamente por uma mineira que lhe fez perder a noção e ficar maluco, que lhe deu felicidade e depois extrema tristeza e uma confusão medíocre na cabeça, e que se eles queriam evitar o sofrimento, que não repetissem o erro do pai. O tom de voz pra contar isso foi a maior sacada que tive. Seu Jorge ria que só, tal qual a Bia. A Bruna chorava de passar mal de tanto rir. Chegamos ao Fundão, cada um tomava seu rumo. Ainda fiquei esperando alguns minutos pra ir no IVIG.
Chegando lá, comecei a montar uma planilha com os dados que levantei na sexta passada e ajudei a Bia gravando CDs-ROM com o curso de capacitação em recursos hídricos do FBMC. Deu tudo certo.
O Wlad tinha chamado geral pra ir na Galeria Gourmet depois do estágio. Eu liguei pro Andrey que tinha me dito que podia pintar uma carona, e minha mãe disse que eu só ia se arranjasse carona pra ida. Cheguei em casa, me arrumei, e o Andrey ligou dizendo que o pai não ia poder. Resolvi me arriscar e disse que ia de ônibus com ele. Claro que ia ter que enganar minha mãe. Mandei mensagens dizendo que ia pegar carona com ele. Acabou que a mentira virou verdade, e o Andrey me ligou quando eu tava no Bon Marché pra dizer que ia vir com o pai me buscar.
Quando o carro parou e mãe dele me mandou entrar, vi que ia rir muito.
E assim foi, o pai do Andrey era uma comédia. Sacaneava que só, e eu ria demais. Assim foi até chegarmos.
Entramos na Galeria, Wlad veio nos receber. Na mesa: Cadu, Ronaldo, Rayna, Julia, Vitor, Vitória, Lucas, Rodrigo, Bia, Pietro, Taissa e Bruna. Taissa já me recebeu com uma boa tirada:
'Nossa...tá bonito Calvin!'
E eu, animado e sacana pelo dia que tava cada vez melhor..
'Nem precisa dizer..kkkkkkk'
Rimos muito. Não demorou pro Henrique se juntar a nós. Várias fotos, comida da boa, mas caaaaaaaaara que só. Quando o Julio chegou ficou ainda mais animado.
Acho que foi bem legal, mais do que eu esperava. No fim, engordei 3 quilos e acabei conhecendo a mãe da Taissa...que me surpreendeu perguntando da guitarra. Pelo jeito ela sabe bastante de mim...e eu fiquei envergonhado sem saber o que dizer. Enfim..
Agora é sono.
Abraços.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
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