Sabe quando rola aquele empurra empurra sobre responsabilidade, idéias do que fazer, etc? Hoje foi um dia meio assim.
Acordei na hora, depois de ir dormir cedo numa noite um tanto quanto curiosa. O vento era forte, ameaçava faltar a luz aqui pelo Cacuia. Volta e meia havia apagões de meio segundo, oscilações de eletricidade sabe? Era mal sinal. Pra completar o pacote sinistro, o vento forte entrava por um tubo que está na parede aqui (no qual a gente pendura uma ponta do apoio da cortina) e soltava um ÚÚÚH semelhante aos fantasmas dos filmes e desenhos pastelão. O céu, pior, estava vermelho! E não estou mentindo.
Enfim, peguei um 634 lá por quase 6 horas, e até cheguei cedo por lá.
Entramos, mais papo do que qualquer coisa...demorou até o Hercules aparecer. Parecia que o tal dia do beijo instituído pelas garotas do grêmio (amigo, eu tenho a impressão de que essa brincadeira vai dar merda. O bando de namorada ciumenta que vai entrar no tapa se alguma beijoqueira se empolgar é de perder de vista...) tinha sido passado pro sábado do aulão, ou seja, amanhã.
Aurino deu aula, era clima de festa por causa do aniversário da Rayna. Só pra reforçar mais uma vez, parabéns Rayna!! rs
Todo mundo abraçando ela, beleza. No recreio teve bolo, fotos, tudo que tem direito.
Aí veio a chata de inglês. E veio grossa feito um cavalo. Sei que a turma não perdoou, assim que ela chegou, percebeu que esqueceu o apagador ou sei lá o quê, e foi buscar. Deixou as carteirinhas na mesa. Meia dúzia querendo matar pegou. Só que aí inventaram de pegar TODAS. Eu já sabia que não ia dar certo. Ela voltou e resolveu ser ainda mais escrota: ia dar um jeito de ver quem tava matando aula, e ia lá na coordenação. Nisso, todo mundo, só de sacanagem, botou todas as carteirinhas de volta. Ela voltou, entendendo a sacanagem com a cara dela. A aula acabou rolando assim mesmo, e pra cada meia dúzia de coisas que ela falava, 5 minutos de gritaria. A aula tava quase no fim quando ela resolveu expulsar a Rayna, que tinha atendido a mãe, que não parava de ligar. Nisso, nego sacaneou, falando que ia cantar parabéns pra Rayna em inglês. Alguns puxaram, mas nisso a Rayna já tava fora, e a Maria Luiza saiu invocada. Nego comemorou e nisso quando ela voltou, a Rayna entrou e começou a bater palma na frente da turma toda. Aí meu amigo, fudeu. Faltavam só uns 10 minutinhos e a chata pediu arrego, disse que era matéria dada e meteu o pé.
Nisso, o Reinaldo, coordenador gente fina, entrou pra bater papo com a turma. Graças a Deus foi ele, e não o Washington, que adora ser escroto. Sei lá, tem pessoas que não podem receber cargos, que se acham OS FODAS e implicam com qualquer coisinha só pra irritar. Enfim, ele veio falando, que a turma tinha que maneirar, pra chegar num acordo que permita a convivência pelo ano e talz...
Minha opinião pessoal: tá, a turma é dispersa. Sempre fomos. Bagunça se deixar rola sim, tem que sempre chamar um pouco a atenção. Mas nós mesmos nos damos puxões de orelha, uns aos outros, quando tem que prestar atenção. Não somos de criar caso com professor, aliás, mesmo com professores rígidos a gente tem uma relação boa. Caso da Márcia e tantos outros que já passaram por nós. Mas nossa turma é inquieta com escrotice e falta de critério. Essa Maria Luiza em um dia diz que quem não tiver apostila nem deve subir, e no outro manda ir atrás de quem não subiu pra dar advertência? Que merda é essa, só pra ferrar o aluno com mais problema? Pior, ela nos trata (e acredito que ela faça isso com todos os seus alunos de quaisquer turmas) feito crianças. Eu não vejo anotarem se tem gente 'fazendo o deverzinho' desde a minha 6º série, atual 7º ano. A mulher quer ter a cara de pau de fazer isso NO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO? Qualquer um ali tem maturidade suficiente pra escolher o que vai fazer na aula. Se não quiser ir, não vai, o professor de ensino médio não tem que se incomodar com isso. Cada um vive com suas escolhas, tem gente que escolhe ser burro, não estudar, abandona tudo, e aí? Vai mudar isso COMO professora? Advertência, papinho com pais? Sinto muito avisar, nada influencia esse tipo de decisão. Pode fazer o carnaval que quiser na escola, quem não quer prestar atenção não vai prestar atenção.
Não sei o que é pior, se é isso ou o fato de além de tratar feito crianças, fica dando tempo mínimo pra fazer dever que ela passa na hora. Olha, eu, pelo que eu sei de inglês, até me viro bem, mas tem uma grande parcela da turma com dificuldade. Não sei se a professora sabe, mas uma GRANDE QUANTIDADE de gente da escola, no ensino médio, NUNCA viu inglês na vida, seja em cursos ou ensino fundamental. Espanhol é esmagadoramente mais conhecido. Ou seja, destes, quase todos que pegam inglês se arrastam pelos 3 anos. Não cabe pedir que sejam fodões e resolvam tudo rapidamente. É verdade que prestar atenção na maioria dos casos ajuda, mas quem nunca viu o be-a-bá do inglês, prestando ou não atenção, não muda o fato de que não vai render. Cabe a professora aprender a respeitar isso e ser mais razoável.
Agora, fato, minha turma é bem política na hora do aperto. Vem de escrotice pra cima, nós tacamos de volta. Se nos tratar feitos crianças, SEREMOS crianças, daquelas bem encapetadas. Conviva com isso, ou peça as contas.
Enfim. Almocei, fui pro estágio, só pra Bianca acabar liberando a gente de lá. Veloni não estava, Cristina também não, e o Luís Guilherme tava MEGA ocupado. Coisa importante, por sinal.
Agora aqui. Amanhã tem aulão da UERJ na escola, e minha mãe fez questão que eu fosse. De certa forma, é melhor pra mim. Mas quem disse que é pelo estudo? rs
Só entrando no clima de namorados..pela primeira vez na vida (sério).
sexta-feira, 10 de junho de 2011
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