Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Acasos tramados só de de sacanagem pelo destino

Vocês logo entendem o título, se é que já não captaram a mensagem, afinal de contas, bem sabem vocês as coisas que vivem me acontecendo de maneira até irônica. Sabem muito bem também a frequência absurda com que essas coisas me acontecem. Duas pessoas que podem confirmar o que falo agora são a Vitória e a Debora. Eu sempre disse a elas que, toda vez que estou em depressão por causa de amor, vivo topando com casais felizes se pegando na rua, só pra ficar mais triste. Elas primeiramente acharam que era mania minha de perseguição, coisa exagerada, mas conforme íamos viajando juntos pro estágio elas logo perceberam que não era mania nem exagero, era FATO. Até no metrô, quando a gente foi pra Ilha de Pombeba semana passada, esses casais apareciam. A Vitória deu boas gargalhadas ao ver a minha cara decepcionada. Se bem que eu também ria, afinal de contas, era engraçado mesmo, bem irônico, mas como dava raiva, meu Deus...rs
Enfim, o acaso que quero relatar de fato foi uma coisa que me aconteceu na quarta feira, último dia de aula dessa semana, que anda me revirando o pensamento na cabeça. Foi um acaso como diz o título, daqueles armados só de sacanagem pelo destino, que deve adorar cair na risada me vendo contar aqui depois.
A aula de química rolava, se não me engano. Eu arranquei uma das folhas divisórias do meu caderno, pois eu ia precisar de mais espaço pra matéria, e amassei como costumo fazer antes de jogar fora. Por um acaso, olhei pra uma certa pessoa (cujo nome me recuso a escrever, pois fica bem óbvio já pelo meu histórico) por uns instantes, meio pelo simples ato de admirar beleza e coisas do tipo, e quando olhei de volta pro papel amassado na minha mão, só se lia uma coisa bem grande:
'NÃO POSSO ESQUECER.'
Tomei um susto de proporções indescritíveis. Desamassei o maldito papel só pra ver que o tal 'NÃO POSSO ESQUECER' era simplesmente uma daquelas sessões de folha de caderno universitário pra lembrete, daí ser grifado assim, nas maiúsculas...
Acho que quando abri, meu desespero era ver se a frase tinha fim. Graças a Deus, o espaço em branco. De qualquer forma, o susto me botou pra pensar. Esses acasos são grandes sacanagens, mas sempre servem de alguma coisa. E só pra não haver mais acasos, joguei logo o maldito papel fora, e tratei de não olhar na direção dela por um tempo. Não sei quanto tempo foi, mas foi o suficiente pra eu não pensar em mais nada.
Hoje acordei pelas 11 e cacetada, quase meio dia. Me instituí manhã de folga e fazer apenas o trabalho de desenho de tarde. Nem era bem manhã né, parando pra pensar. Só larguei do play2 pelas tantas das 3 da tarde. Meu irmão e minha mãe saíram, pra minha felicidade e tranquilidade em casa. Almocei uma boa lasanha, só pra ficar mais feliz.
Mais tarde, me pus a procurar a folha com a minha parte do trabalho de grupo de desenho. O grupo sou eu, Taissa e Cadu. Mas aí bateu a merda: ONDE ESTAVA A FOLHA?
Eu lembrava apenas da Taissa me dando a dita cuja na sexta passada, e me cabia lembrar onde eu tinha guardado. Eu tinha a imagem fixa na cabeça da Tata mexendo na pastinha dela, catando a folha, e me entregando. Eu lembrava disso fixamente, a gente tinha passado o dia todo lado a lado, fizemos exercícios de química e inglês, eu lembrava BEM que ela tinha me dado a folha, e eu desesperado comecei a revirar todo o meu material na gaveta onde guardo tudo. Caderno por caderno, eu não achava nada. Comecei a ficar desesperado, já imaginando problemas maiores. E olhe aí a minha bossalidade no desespero, que de pior poderia acontecer? Era coisa boba, dava pra resolver, mas alguma coisa me fazia perder a racionalidade na procura por aquela folha desgraçada, alguma coisa me botava insanamente desprendido do resto do mundo. Desisti de procurar quando bateu até dor de cabeça. Parecia inútil continuar tentando. Fiz um lanche e parei pra pensar um pouco, sendo mais racional, como costumo ser:
'Bom, eu me lembro que ela me deu a folha naquele dia que fizemos todos os exercícios juntos...foi, foi uma...sexta! Ok, se era sexta..
Então foi ou em inglês ou em química. Não guardo nada no meu caderno de português que não seja de português, ainda mais uma coisa importante dessas...'

Eu já tinha olhando tanto a apostila de inglês quanto o caderno de química, mas resolvi olhar mais atentamente. Pacientemente, de folha em folha, fui passando. Não achei nada na apostila de inglês..
Olhei com uma cara daquelas, como diria Jenifer, cara de cachorro pidão. E talvez não ocorra melhor adjetivo pra definir minha cara, eu realmente era um cachorro pidão implorando a Deus que naquele caderno estivesse a folha.
Foliei o caderno devagar. A folha apareceu. Explodi em felicidade com a folha na mão, tomando o cuidado pra não rasgá-la, porquê seria realmente um sacrilégio depois de tanta procura.
Fiz o trabalho em quase meia hora. É chato, mas é tranquilo. Ficou bom. Agora vim pra cá, relaxando um pouco. Daqui mais um tempo deixo minha mãe e meu irmão usarem, embora juntos não levem mais que duas horas em coisas bobas. Mas enfim...
Abraços. Espero menos acasos irônicos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário