Sempre sacaniei e ri muito com essa parada do 'forever alone' quando eu ia ver fotos no orkut, facebook ou nas muitas pérolas que ele ajudou a construir no tumblr. Sempre ri muito.
Hoje bateu um pensamento que me fez parar de achar tanta graça.
Sem aula, fui dormir tarde ontem, talvez por simples desinteresse de dormir mesmo. E se houve aula hoje, que se foda, sinceramente.
Acordei lá pelas 11 e pouco, quase meio dia. Sem mais o que fazer mesmo, sem vontade de novo. Pra variar né, pra variar.
Meu dia foi simplesmente o mais monótono possível. Acordei, tomei café, fiquei de bobeira muito, muito, muito tempo. Só pensando.
Fiz quase uma retrospectiva da minha vida, desde o início do ano pra cá. Eu acho que nunca paguei de idiota durante tanto tempo num mesmo ano.
Não escrevi mais com o ritmo que eu tinha no ano passado. Falta inspiração em todos os sentidos. Não completo direito as músicas, e mesmo quando ficam boas, eu consigo ter a inteligência de esquecê-las. Ou mudá-las.
Não consigo nem o que era minha rotina de todo ano, manter meu boletim com notas acima de 7.
Não consigo arrumar tempo pra poder ficar perto dos meus melhores amigos, conversar ou simplesmente ficar a toa do lado deles.
Não consigo acordar um dia sem parecer um espantalho que correu a madrugada toda de um fantasma.
Não consigo chegar em casa e relaxar, só tenho tarefas.
E o principal..
Eu achava que meu namoro ia bem, perdi a Jenifer sem nunca entender completamente porquê, me revoltei e perdi até a amizade dela. Sinto falta, de um jeito que não consigo nem explicar.
Não consegui ficar com ninguém depois disso. Encontrei diversas garotas, conversei com outras, me apaixonei por uma, e nada. Nada me fez seguir em frente. Nada me deu felicidade, de fato. Só piorou a coisa.
E bom, tudo tem solução? Quase tudo.
A inspiração pode voltar. É passageiro meu bloqueio, tenho certeza. Tenho que dar tempo ao tempo, consertar o violão e ver no que dá.
Estudando mais, me focando mais e dando menos bobeira, me recupero com folga no próximo trimestre, e mantendo o padrão no terceiro, passo de ano.
Com meus amigos, o tempo é curto, então estarei SEMPRE presente quando eu puder, e SEMPRE tentando aproveitar ao máximo.
Vou ignorar o espelho maldito, pois tudo que nos mostra é o que a gente tenta esconder, quando era pra gente ter orgulho. Terei orgulho, mais do que já tenho naturalmente.
Vou ser eficiente e disposto, resolver tudo que tenho que resolver, sem perder tempo. Assim sobra tempo, assim eu relaxo.
Mas quanto a minha solidão...aí que está.
Não sei mais o que fazer. Tentei procurar aquelas que eram 'causa ganha' e nem sequer encontrar consegui. Tentei conhecer gente nova quando eu saía, mas a timidez freava, e quando isso não acontecia, as semelhanças com a Jenifer me faziam voltar atrás e me afastar. Tentei esperar pra que aparecesse alguém. Apareceu a Ruth, eu fiz de tudo pra me fuder bonito como contei ontem. To chateado mas desejo tudo de bom pra ela, a gente tem que perseguir a felicidade mesmo...
Não adianta, eu posso procurar que não acho, eu posso esperar que não aparece. E não vai aparecer. Como foi com a Jenifer, não vai. Não vou achar alguém que me ame como ela amou, e é certo, ninguém o fará, pois ela mesma não me ama desde antes de terminar, e eu não sabia. No fundo, eu sem dúvida ainda sinto algo muito forte por ela. Me afastei tanto tentando sufocar isso e seguir em frente, pensei que daria certo....e é muito humilhante ver que não deu. Ver que ainda deve ter alguma coisa forte aqui dentro, ver que não consegui e nem vou conseguir tão cedo seguir em frente. E pra piorar tudo, ver que perdi também a amizade dela. Sinto falta, demais, daquela mineira dando risadas com as coisas que falava, até quando me chamava de ridículo...
E como eu adorava ela me chamando assim.
Enfim, fiquei com isso na cabeça o dia todo. Seria eu o próprio 'forever alone'?
O pouco que toquei de guitarra não me rendeu nenhum sorriso. Eu ia até comprar as paradas pra consertar o violão, desisti. Ir no shopping então...fora de cogitação.
E amanhã volta a rotina. Minha vontade de levantar da cama, seja qual for o horário, é ridícula de pequena.
Eu sempre passei por barras na vida, sempre superei. Mas tem uma hora que você chega no limite, eu to no meu. Preciso de um apoio, um suporte, e não tenho. Não terei tão cedo.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
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