Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

terça-feira, 6 de abril de 2010

Chuva, luz e reflexos do que sou

Ainda chove, e dessa vez, não há um motivo específico para me preocupar. Não me aconteceu nenhuma merda. Não fiz nenhuma merda. Geralmente quando chove é por isso.
E isso tá me deixando meio ansioso, bem nervoso. Que diabos, porquê essa chuva? Melhor, porquê TANTA CHUVA??
Tava sem luz aqui desde a madrugada de ontem. Acordei já com meus pais me ligando pra eu não ir pra escola de jeito nenhum. Me proibíram de qualquer tentativa. Fiquei meio sem ter o que fazer, não tinha luz pra ver tv ou ouvir rádio e saber de algo. Daí fiquei ligando pros amigos pra ver quem me dava alguma informação. Dali mais uma correria ou outra, a Julia me liga dizendo que o Eduardo Paes declarou algo tipo calamidade pública. Ótimo, vou perder aula nenhuma.
Mas a casa tava um tédio. Nada pra fazer, eu cheguei a pegar meu gameboy(sempre faço isso quando NADA há pra se fazer) e ouvir o mp4 numa tentativa desesperada de ficar numa boa.
Mas sem tv e sem nada, E AINDA CHOVENDO, eu tava prestes a ter um ataque.
Um dia sem aula realmente pode ser problemático. Ainda mais quando você espera que vai ter aula.
Eu arrumei uma boa e ótima coisa pra fazer.
Voltei a gravar. Nunca tive mais vontade por causa das distorções e por sempre eu estar meio resfriado nos dias que tiro pra fazer isso(e hoje num deixou de ser assim). Mas é que faltava alguém que dissesse: 'vai lá por favor...faz pra eu ouvir'.. Faltava uma torcida. Faltava alguém essencialmente empolgado com o meu talento, alguém que quisesse me ver lá na frente, mas que tivesse coragem pra dizer isso com todas as letras, sem medo do que pudessem pensar as respeito disso. Alguém que me admirasse. Ana moraes, desde que descobriu sobre o que eu sou e o que faço, tem sido essa pessoa. Peguei várias músicas dos Beatles e mais algumas minhas, inclusive a que eu tinha feito pra Taissa, e gravei. Foda-se se tem distorção digital, foda-se se eu to resfriado, eu tenho UM PORQUÊ fazer agora, um porquê real. Tem quem queira ouvir, e quem esteja esperando pra ouvir. Ana é essa pessoa. Não é a única, eu tenho certeza de que os amigos mais próximos também querem ver como eu me saio. Mas é que ela tem se mostrado tão minha fã, que isso me deu novamente a vontade, de encarar aquele mp4 distorcedor e forçar a garganta em puro resfriado. Só não gravei com a guitarra porquê tava sem luz. Se tivesse luz naquela hora, eu teria usado a guitarra e tudo o mais, ou seja, forçando ainda mais a garganta. Fiz cerca de 10 gravações hoje. Os resultados são praticamente os mesmos. Mas que seja, quando eu tiver que cantar ao vivo vai ser diferente, quando eu cantar em studio também será, então eu fico feliz de, mesmo com gravações de péssima qualidade, existem pessoas que me dão força e gostam dessas gravações, o que me dá muita esperança, mostra que eu realmente posso ter um potencial bom, ser bom nisso. Obrigado Ana, obrigado Taissa(acha que eu vou esquecer das tantas vezes que você ouviu? tá de brincadeira né sua boba..xD), obrigado Phelipe, Gabira, Pedro, Rappa e todos vocês, que moram no meu peito. Jamais me esquecerei.
Bom, terminadas as gravações, voltei ao meu tédio.
Bom, aguentando do jeito que dava, mas a vizinhança queria que a gente enlouquecesse. Diziam que só iriam concertar em uns 3 dias, depois falaram em 5!!! CINCO DIAS SEM LUZ!!!!!!
Daí volta a luz. Cara, como eu fiquei eufórico.
Primeira coisa antes que a mãe viesse me encher, arrumei a mochila. Agora to aqui tentando rever o tempo. Com todas as declarações feitas pelos políticos, e os noticiários, eu sei que tudo está muito tenso. Se a luz não tivesse voltado, provavelmente eu estaria na casa do meu pai. E lá ia ser bem mais ilhado ainda. Aqui o morro que eu moro é todo calçado, não tem enconsta com mato, floresta, isso tem no do lado. E sendo assim, aqui a água escorre direto, nem passa por terra alguma. Mas no do lado, arrasta tudo. Por isso os deslizamentos.
Eu, como qualquer um aqui, to rezando. Provavelmente não haverá aula essa semana, não há como sequer sair de casa com esse tempo. Não era assim que eu queria ficar em casa. Não desse jeito. Bom, vai apertar o ano, to só vendo. Deus abençõe quem não pode acordar depois da chuva.
E dê mais força ainda pra quem ficou e perdeu tudo. Não é trocadilho, mas o que os Paralamas cantam não teria hora melhor pra se mostrar:

'Alagados, Trenchtown(só agora que o Gabira me disse eu soube o que significava..xD)
Favela da Maré
A esperança não vem do mar nem das antenas de tv
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé..'

É a arte de viver da fé rapaz. Só isso que nós temos, no fim das contas.
É aquele tempo em que você liga pra quem você ama e está distante. Ou mesmo que esteja perto. Toda preocupação ainda é pouca até que você veja o rosto dessa pessoa bem, e na sua frente. E quem negar isso tá querendo bancar o importante, o forte. Nessas horas, só existe a força pra seguir em frente, mas nunca de deixar pra trás o que mais nos importa.

2 comentários: