Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Entre lamentações e esperanças

O típico dia que você se pergunta se era ou não pra ser alguma coisa.
Acordo né, 6 e 45, tem gente usando o banheiro. Penso comigo, não adianta levantar agora, vou esperar um pouco aqui deitado. Pego no sono de novo. Acordo novamente as 7 e 45, MEIA HORA ATRASADO PRA PEGAR O ÔNIBUS.
Me arrumei voado, fiz um café medíocre, corri pro ponto, mas já pensava ser tarde demais. 'Que ótimo, chegar atrasado no meio dos slides de monitoramento, que merda...vai dar pra anotar nada..' e então eu me deparo com um 634 LINHA VERMELHA. Tipo, eram 8 e 15, devia ser o último da manhã, saindo meio atrasado, e consegui pegar e melhor ainda, ir sentado.
E como que pra garantir que minha sorte não era um caô que eu invento pra contar aqui pra vocês, me apareceu o Marcos, lá pela peixaria. Aí tá vendo, a minha sorte tem testemunhas. Mesmo com um pouco de engarrafamento, cheguei antes de bater 9 e 15, e fiquei bem tranquilo.
Aí bom, começam a se formar vários grupos pra vários trabalhos. Eu chega perdi a noção de como que tavam os grupos de cada matéria que datas eram. Eu então fui marcando, acertando tudo. Beleza, bate a hora do almoço. Aquela felicidade, me alimentar direito. Eu cheguei antes que qualquer outra pessoa da sala, fiz um prato mais ou menos e comecei a comer.
Daí chegou um caminhão de gente: Bruna, Bia, Vanessa, Maria Julia, Mayara e Antero.Eu estava um tanto reflexivo, mãos ao rosto, como que em desespero. E não sei bem o que era, mas havia algo ali me incomodando. Bruna(e Maria Julia se eu ouvi bem) chegou(ou chegaram) a perguntar o que havia, eu disse que não era nada. Eu tive que mudar de mesa pra me sentar com eles e tal, eu já tinha até acabado o almoço.
Papeando um pouco, fomos indo depois e talz. Eu passei bem o dia, principalmente o recreio. Comecei a dar altíssimas risadas conversando com o Henrique, ri tanto que cheguei a subir com a barriga doendo, e ainda rindo muito.
Mas ele me mostrou uma música que ele fez que dá um metal comédia muito foda, to pensando melodia e tudo. Hoje ficamos sabendo que iam começar amanhã as incrições pro campeonato de futsal da escola, e eu tinha fechado com o Gabira ano passado de jogar esse ano. Aí po, ele não pode ainda por causa da fisioterapia(ano passado ele fudeu o joelho) , chamei vários amigos, ninguém podia, ninguém tinha time. E quem podia não queria. Eu poderia formar o pior time da história do colégio, mas esse ano eu queria jogar. Queria tirar o pó da chuteira, e no fim, vou ficar mais uma vez só analisando. A num ser que eu dê uma sorte a ainda dê pra se escrever sábado ou segunda.
Quando começou a aula de biologia, eu tive uma espécie de visão, meio que sonhei acordado mesmo. Tão real que eu não poderia esquecer...


O colégio em reforma, o monuma ia sofrer um tipo de mudança. O nome da banda é MONUMA.
Era alguma espécie de futuro próximo. Eu, Gabira, Henrique, e pra minha surpresa, não o Douglas, mas sim o Rappa. Cantávamos e tocávamos alto, a platéia ia ao delírio. A bateria do Henrique suspensa acima do Monuma em uma armação bem engenhosa. Ele é claro, lá em cima mandando ver. No chão, Gabira a minha esquerda, Rappa a minha direita. Eu mais a frente. Mais maduros, mais estilosos, mas empolgados como sempre. Gabira no seu baixo, Rappa na sua guitarra preta que eu nunca tinha visto mas nesse sonho vi. Eu com a minha guitarra. Um show agitadíssimo. Na minha frente, orgulhosa e tão empolgada quanto podia, ELA. A música acaba, os aplausos ecoam. Eu a beijo em puro êxtase e felicidade. Uma imagem marcada na cabeça.
Como que de súbito, eu me pûs a desenhar a cena em questão numa pasta minha. Vou terminar o desenho ainda..

Enfim, um sonho real. A sensação de viver o que tenho vivido ultimamente tem sido acima da média. Só de ter conhecido ELA é tudo um sonho ao vivo e a cores, do qual não quero acordar jamais. Quanto mais tempo eu passo no sonho, mais tempo eu me adormeço, e mais ele parece ficar melhor. Blackbird s2.... ELA é tudo que sonhei e preciso.

Esperança é a última que morre, também é a única que não se tira de alguém. E às vezes, a esperança vira certeza, vira espera paciente por algo que virá certamente.
Eu não sei nem como estou conseguindo ficar sem pressa, sem estar ansioso. Eu acho que, chegou a hora, simplesmente isso. Tudo tá indo do jeito que eu sempre quis. Que continue assim, tá perfeito demais pra eu querer que passe...

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