Acordei na hora que eu tinha planejado. Mas bateu mais sono. Durmi mais uns 15 minutos. Depois não tinha mais jeito, tive que ir levantando. A prof de português ia repor aula no tempo do almoço, e então eu teria que ir mais cedo pra ter tempo de almoçar. No ônibus, compainha boa da Beatriz e da Camilla. Fazia tempo que eu não pegava ônibus com elas. Conversavam sobre química(tanto orgânica quanto físico química) e eu acabei me lembrando que estudei pouco pro teste. Em maioria eu sabia as teorias todas, mas não tava MUUUUUITO bem na prática. Ontem a Bruna havia me mandado um recado no orkut dizendo que poderíamos escolher as duplas, e pra variar, nesse caso, seríamos nós dois. Ela avisou também que ia estudar, e quando eu me lembrei disso tudo meio que bateu aquela coisa na consciência, tipo: 'cara, podia ter estudado mais ainda' e bom, se ela se ligasse em como eu tava mais ou menos na matéria, logo ela ia ter um treco.
Cheguei numa boa no colégio. Fiquei conversando muito com a Fran durante o recreio da manhã. Subi e vi que Danielle continua me ignorando. Boba pra cacete. Encontrei a outra turma de MA, e fiquei papeando com o André e o Cadu(antigo sabiá) até que bateu uma hora boa pra eu ir almoçar. Tava vendo Dragon Ball Z. A Globo tá repetindo as sagas desde o início, desde a saga dos saiyajins. É preparação pro Dragon Ball Kai, que chega ou no meio desse ano ou ano que vem.
Nem percebi, mas Taissa, Carol e Debora acabaram chegando e sentaram na mesa comigo. Quando eu vi, mais uma vez a Taissa me perguntou sobre ELA. Realmente, eu ainda to meio surpreso com isso tudo. A Taissa me falou realmente umas coisas que eu precisa ouvir. Terminei o papo e fui assistir a aula.
A professora tá dando maior ajuda pra gente e talz. A Adriana realmente é legal, vou puxar muito o saco do Pedro agora.
Ela nos liberou um pouco antes e logo depois teríamos mais dois tempos com ela. Desci e estudei um pouco, não muito. Tava me sentindo um pouco tranquilo, talvez até demais. Passada a aula de português, logo viria o teste de química. O Aurino tem a fama de fazer testes cabeludos de difíceis. Todos nervosos, eu tentava manter a calma. Mas a Bruna já estava pra lá de Bagdá com seu nervo. E isso me afetando, já expliquei que não é fácil isso de fazer teste em dupla com alguém que não se acalma. Eu dessa vez fui ainda mais enérgico: 'VOCÊ TEM QUE SE ACALMAR, E VAI SE ACALMAR!!!!!!!!'
Começamos o teste, bem atrapalhados. Indo e voltando e discutindo e brigando em várias questões. Nada parecia se encaminhar. Eu tava tendo meu dia de maluco que não sabe nada, que se revolta, que joga tudo pro alto, e ela já meio puta comigo. Chamamos o Aurino uma hora e ele mesmo disse pra ela: 'Você não consegue se impor sobre ele, tá vendo só?'
Eu virei e disse: 'Mas ela é assim comigo todo dia, hoje eu to indo a forra..'
E no fim, a gente se acertou e fez tudo com convicção. Quando eu saí deixava pra trás a tranquilidade e sim a inquietação de ter feito um teste bem complicado.
Ficamos no corredor entre as salas das nossas turmas, eu tava esperando a Bruna se decidir se ia ou se ficava na sala. Ela acabou vindo com a Debora e a Maria Julia. Eu tinha que fazer uma coisa um tanto difícil, pedir desculpa pelo nervosismo. Não estava tão nervoso mas ela me transmitiu isso de um jeito que eu não conseguia me acalmar, a gente poderia ter acabado bem antes não fosse eu ter ficado assim. Acho até que no fundo no fundo eu tava meio que querendo deixar ela um pouco mais nervosa mesmo.
Quando ela veio, fiquei do lado. Envolvi ela com o braço e pedi desculpas pelo stress e pela 'malcriação' se assim posso dizer. Ela fez o mesmo, e pra minha surpresa, também envolveu o braço em mim, por pouco tempo. Era uma troca de calma. Eu tinha que aproveitar o recreio, então beijei o rosto dela e fui andando.
Na volta do recreio, chego e vejo o Aurino dando o gabarito do teste de orgânica, e falando por alto o de físico química. Ao ver e ouvir as respostas, logo eu vi que eu e a Bruna tínhamos ido muito bem. Eu fiquei po, muito feliz, demais pra mim aquilo. E eu vou beber água e dou de cara com ela vindo no corredor.
Ela já vinha meio desesperada. Dizia: 'Ele tá corrigindo??? Aii meu deeeuss'
Eu não quis nem saber do que mais poderia acontecer ou afins, fui correndo pra ela e levantei ela, quase que no colo. Cheguei a não só levantar, como também ir arrastando pois eu fui andando com ela no ar. Claro, ela gritava, isso nunca muda. Mas foi bom. Acho que finalmente retribuí aquele abraço ano passado, depois da nota final de física.
Só depois eu fui ter noção de que levantei mais margem pra muleque botar pilha, e que podia ter até machucado ela sem querer. Pedi desculpas, me deixei levar pela emoção, pra variar né.
E bom, voltei pra casa numa boa. Sábado vou adiantar uma coisas, Domingo níver do meu pai.
E é isso.
Eu sinceramente não sei mais se devo ter esperanças ou não que ELA largue o namorado e fique comigo. Me sinto mal por isso, porquê existe um sentimento de amor mesmo, e recíproco. Não sei se é o caso de eu já sair ficando com alguém, mas uma hora tudo se resolve. Eu espero, e quero muito, que seja com ELA. Se não rolar, então eu acho que devo voltar a vida condenada de antes, mas com mudanças grandes nela, a atitude e a autoestima. Só não entendo porquê não rolaria, não tem porquê isso não acontecer. ELA é perfeita pra mim, e ELA sabe que eu sou perfeito pra ela. Só ela me vê do jeito que vê. Tem que ser, TEM que ser ELA. Se não for(e eu rezo pra que isso de 'não ser' nunca aconteça) eu vou descobrir um jeito de lidar com isso. E agora, tá na mão de Deus. Só me resta a fé.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
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