Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Like a rolling stone

Ontem depois de papos incríveis com ELA, demorei um pouco pra durmir, mas durmi o bastante pra acordar revigorado.
Eram 6 e 30 quando acordei, me pûs a dormir de novo. Depois eram 7, caí de novo na cama. Daí 7 e 30, bom, era hora de começar o dia. Já com o café tomado, eu tava me lembrando que tinha que fazer algum dever de inglês. Beleza, pego a folha, faço numa boa, e quando eu vejo tá lá a anotação: TRABALHO DE GRUPO DIA 26.
Eu olho e penso: fudeu. Nem tenho grupo formado se bem me lembro.
Bom, pensei comigo, na hora deve dar pra improvisar algo.
Bate minha hora, me arrumo. Almoço bem tranquilo, pego a viola , as cifras e vou pro ponto. Tava otimista, hoje tinha gravação.
Peguei o ônibus sem muito compromisso, e pra minha sorte, hoje ninguém sentou do meu lado em momento algum. Tava quente, hoje fez calor no Rio. Do jeito que tem que ser, o sol brilhando forte.
Cheguei na escola pra sofrer uma situação pra lá de inusitada, ou melhor, daquelas que a gente preferia ter ficado sem. Mas fazer o quê, é a vida. Deixa eu explicar o que foi, mal eu chego, sorriso estampado na cara, feliz pra caralho, dou de cara com a Taissa. E atrás dela a Danielle, que ultimamente tem me parecido tão maluca que me deixa intrigado. Amizade antiga, não tem como evitar o apego.
E por causa disso, eu passei reto pela Taissa. Tá legal, eu acho que deveria ter pelo menos dado o ar da minha graça e cumprimentado, nem que fosse só acenando com a cabeça. Só que sei lá, às vezes quando eu cruzo com ela e bate meio que uma coisa que me diz: 'vamos logo, não tem mais papo mesmo, pra quê puxar? segue andando Calvin, não olha não..' e isso tem me impulsionado muito em relação a como me comportar com ela.
E bom, fui falar com a Danielle. Ao lado dela velhos conhecidos meus, JP, Rodrigo Costa. Eles estão meio que se zoando de leve. Ela parecia que ia ser de novo aquele lance de quem finge que não me conhece. Mas daí eu tomei uma surpresa:
'Calvin você tá subindo?' ela perguntou..
'Sim' eu respondi.
'Vou contigo.'
Bom, pra quem conhece a Danielle de verdade, pode entender mais ou menos a minha reação de MUITA SURPRESA. Eu cheguei a perguntar se ela queria que eu esperasse, pois ela tava lanchando, e ela disse que não. E dai eu virei pra ir andando, com ela do meu lado. E o JP, zoador como sempre(conheço essa figura desde a 5 série, sempre foi um cara muito comédia) grita, com ajuda do Rodrigo:
' VALEEEEEEEEEEEEEU CAAAAAAAAAAAALVIN!!! QUE ISSSSO HEIN!!!!!!!!!!!!'
Pronto, confusão armada. Eu ria, mas tava realmente apreensivo, pois se a Taissa, logo ali do lado, ouvisse isso, logo ia associar o quê: 'ahh tá querendo me deixar com ciúme'. E qualquer um de fora poderia pensar isso, quando é não é nada demais. Eu, andando com uma amiga minha, e acabei esquecendo de cumprimentar uma. Querem mais o quê? Depois de tudo que aconteceu, e do que eu passei, ter a Taissa como uma das pessoas que não posso jamais esquecer de falar é meio, como posso dizer, estupído. Ou melhor, idiota. É impossível até eu querer procurar. A vida segue, mas certas feridas não cicatrizam tão rápido.
E bom, fui andando com a Danielle, meio que parecíamos um casalzinho mesmo, a zoação do JP até que fez sentido. Ela ia ficar pra encontrar umas amigas, eu tinha minhas coisas pra fazer, nos separamos. Eu fui comprar o livro de sociologia e pra minha sorte ele ainda estava vendendo na escola. Comprei e guardei na mochila.
Encontrei o Henrique e comecei a combinar os detalhes da gravação. Daí bateu o sinal.
As aulas foram passando bem rápido. O trabalho nem foi tão difícil. Mais uma vez a Bruna de alguma forma quase que mística consegue me interromper e tirar o argumento. Isso porquê nem do meu grupo ela era, eu ia falar a minha idéia e ela no meio disso me pediu o apontador emprestado. A frustação foi forte, mas pra aumentar a comédia do momento, me bateu uma sensação estranha. Acho que ela e os muleques perceberam e tudo foi risadas. Eu me segurei e repetia como que num mantra: 'eu vou ficar quieto, não vou falar nada...'
E nem eu sabia o que iria falar. O fato é que por muitas vezes ela me corta, e não sei porquê raios eu não consigo criar raiva, nem direcionar a pouca que surge. É como se algo naquele rosto bonito e amigo que tanto ri me impedisse completamente de sequer pensar em fazer algo pra revidar.
Vai entender isso, parece mágica.
Pra completar, as aulas foram passando e passando eu vendo que ia me dar meio mal em trabalhos de grupo. O Julio quer juntar geral pra fazer trabalho na casa da vó dele, mas bom, vocês sabem como é a minha mãe. Pode rolar 500 argumentos, nada convence ela. Ainda mais que eu nem sei onde a vó dele mora. Eu sei que ele mora no Flamengo. Pior ainda que ele acha melhor a gente durmir lá, depois da escola. Traduzindo, fuuuuuuuuuuuuu. Acha mesmo que eu tenho chance de conseguir essa proeza? As poucas vezes que durmi na casa de amigos eles moravam duas ruas de mim.
Bom, no recreio, começamos a gravar. Henrique tava com vergonha de SE apresentar. Ninguém merece. Aí beleza, eu toco Help! sozinho, o Gabira ainda num tinha dado as caras. Ele nem trouxe a viola, e não tava a fim de aparecer, mas com um apelo meu e do Henrique, pelo menos o apresentamos. Eu vi que o tempo tava perfeito, o sol no alto, eu na contra-luz praticamente. O Monuma pode criar efeitos visuais lindos. Depois de uma parada pra lanchar, eu disse ao
Henrique: 'cara, quero gravar uma em especial, ao menos essa. A que fiz pra ELA'. Logo ele captou a mensagem no resultado final do vídeo, o visual tava uma coisa de cinema. Eu sabia que era a hora de fazer isso, tenho olho pra essas coisas. Instinto quase.
Peguei um péssimo 634 hoje. Geral apertado, lá atrás, mas até que foi comédia. Sempre é né.
Cheguei em casa meio apreensivo, queria saber dos resultados dos vídeos. Pra minha sorte, o aúdio (nossa principal preocupação) ficou ótimo, os chiados não atrapalham tanto quanto pensávamos. Mas o Henrique quis ganhar um tempo e vai por legenda, facilitando o entendimento. Isso caiu como uma luva, ELA vai poder ver a letra além de ouvir.
Consegui baixar o 'abridor de pdf' e vou começar a imprimir amanhã de noite tudo que eu preciso de pdf. E continuar na ralação, claro.
Boa sorte aí..

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