Cara, vou te contar, acho que não me divertia assim há um bom tempo. Beleza que a festa junina do cpII foi FOOOOOOOOOOOOOODAAAAAAAAAAAAA mas mesmo assim não foi aquilo assim, ideal sabe? Não tive experiências novas, nem arrisquei coisas com as quais detesto mexer, enfim, hoje foi assim.
Nos posts passados (e devem ser os da última semana) eu escondi a pedidos e por prudência a organização de uma festa surpresa pra Bia e pra Bruna. A idéia era de todos se juntarem hoje no Clube da Petrobras no Fundão pra se divertir com o que tivesse por lá. E bom, hoje foi mais ou menos isso que ocorreu, vou contar passo a passo.
Acordei beeeeeeem cedo pra ter tempo de fazer as coisas com calma. Tinha marcado de encontrar com a Julia e a gente ir junto no carro do pai dela. Sabe, tava bem disposto. Fui fazendo minhas coisas tudo à seu tempo e saí de cada com o presente das meninas pra encontrar a Julia. Liguei pra ela assim que me meti na rua, e pra me preocupar um pouco: 'meu pai levou o carro na vistoria e não vai poder nos levar, se você quiser a gente pode esperar o Andrey e ir com ele pro Fundão, ele disse que marcou com o pessoal lá'..
Eu respondi: 'To sabendo disso já, vamos fazer assim mesmo. Te encontro aí e a gente espera o Andrey..'
Peguei uma van infernal. No banco atrás de mim um muleque estranho de 5 ou 6 anos cantando 'Baby' do Justin Biba. Se já não fosse o bastante, do meu lado tinha uma velha DURMINDO O QUINQUAGÉSIMO SONO com o celular que tocava e ela não ouvia, portanto não atendia. A trilha sonora do celular? Nada menos do que 'Rebolation'. O MUNDO TÁ PERDIDO MESMO...nessas horas eu penso assim. E também dá pra pensar que se começou assim, o resto do dia ia ser então, uma merda maior, mas não foi assim, graças a Deus.
Quando cheguei, a casa toda meio que durmia. Fui recebido pela empregada que tinha dificuldades em segurar o cachorro Thor, um labrador marrom lindo. Me lembrava dois cachorros que estiveram aqui em casa, o Thor que era um pastor alemão e o Veludo, meu querido labrador preto de tantos anos. Então quando o cachorro pulava pra cima de mim (naturalmente ele sentiu em mim o cheiro impregnado dos cachorros aqui de casa, principalmente do Capiroto e dos outros filhotes) eu nem me defendia direito, sentia vontade de ficar brincando com o cachorrinho. Entrei pra encontrar a Carol (dos irmãos todos, é a mais velha depois da Julia, e na minha sincera opinião, é tão gata quanto) cheia de sono jogada no sofá. Não tardou pra Amanda e o Dudu aparecerem. E começarem a pequena algazarra. Nem foi tanta. O que marcou mesmo foi o Thor escapando toda hora pra sala, enquantos os Bacellar, um por vez, levavam o cachorro de volta pra fora, e mais uma vez ele voltava. Depois de muitas indas e vindas do Thor, Julia desceu.
Assim que chegou, me recebeu calorosamente do jeito que eu tanto gosto, e sentou na poltrona junto a todos nós ali né. Ligaram seu Nintendo Wii (foi bom ver isso, se meu irmão ganhar já vou ter uma noção de como é e quem sabe até vou poder pegar jogos emprestados com a Julia...rs) e colocaram um clássico arrebatador: RESIDENT EVIL 4. Carol que estava jogando enquanto Julia dava dicas gritadas no ouvido. A mira da garota era bem fraca, mas foi melhorando. Dei alguns conselhos conforme via. Elas não sabiam bem o inglês, então traduzi algumas partes e guiei aonde pude. O resultado foi que elas avançaram consideravelmente graças a minha ajuda.
O tempo passava e já bem atrasado o Andrey ligou. Chegou e a gente já começou a culpar ele sobre o atraso. Pra piorar, a van demorou PRA CARALHO PRA CHEGAR NO FUNDÃO, inacreditável, só não foi pior que a van anterior né..
Chegamos e no ponto do fundão já estavam Henrique, Caio, Tomaz e Rodrigo. Muita gente não tinha aparecido pra minha surpresa. Claro que notaram a minha arrumação pra lá de sem nexo com o evento. Eu tinha inventado de ir com camisa e jeans num clube que ia ter piscina e futebol. Eu até tava de sunga, mas ainda tava indeciso se ia entrar ou não. Pegamos o ônibus lotado e um pouco depois saltamos.
Andamos metros e metros (to achando que o Andrey falou pra descer no ponto errado, andamos pra caralho...) até chegar na entrada do tal clube. Julio já nos esperava meio irritado (mas não muito), dizendo: 'Po vocês querem chegar exatamente na hora que elas chegaram????'
'CULPA DO ANDREY' foi o que ele ouviu em uníssono.
Logo elas apareceram acompanhadas da sempre presente Talitha. Bia foi a primeira. Cumprimentou todos toda feliz, e em seguida veio a Bruna. Por mais que sejam gêmeas bivitelinas, ou seja, já existe uma diferença no físico delas, elas tem algo que torna cada uma única. É difícil explicar o que é. Quando a Bia falou comigo foi uma coisa mais assim brincadeira, algo familiar, até porquê pra mim ela é a eterna pequena. Já a Bruna é algo mais, como dizer, forte. É diferente das outras amigas como um todo. Pra quem eu antes pensava ser snob, a nossa amizade se consolidou muito rápido e caminha à passos largos pra ficar eterna.
Bom, a partir daí, caímos na piscina. Tive que fazer um exame médico muito chato. Mas foi rápido ao menos. Eu tava com vergonha de início, por causa do quisto/lipoma que eu tenho que operar e ficou a mostra, fora os pelos excessivos. Eu to pra fazer depilação (nunca pensei que fosse dizer isso na vida). Eu já 'aparei a grama' várias vezes mas sempre cresce ainda maior. E como eu não sou regular nesse corte como o da barba, nunca vou conseguir manter num nível 'aceitável'. Mas eu deixo as piadas e comentários meio de lado, acho que pelos não influem muito no fato de ninguém ficar comigo, uma vez que não são meus pelos que a garota vai beijar, e sim a minha boca (que cá entre nós é limpa, sem cáries e aprovada pelo dentista como raridade: encaixe dos dentes e mordida perfeita sem nunca ter usado aparalho, coisa que ocorre com 5% da população MUNDIAL).
E quando as pequenas zoações na piscina fria começaram, eu logo sabia responder. Henrique mandou a tirada:
'Se o teu pau fosse do tamanho dos teus pêlos, namoral...'
Claro que eu também ri (embora sejamos francos, se fosse do tamanho dos meus pêlos seria menor que de japonês, então eu estaria mal..), mas respondi com estilo:
'Que se pode fazer, em toda floresta há sempre a sua Anaconda!!!'
Pode rir vai, essa que eu mandei foi FODA.
Depois de um bom tempo na piscina, fomos pro futebol. Joguei descalço e com uma bermuda emprestada do Andrey. O problema é que ela vira e volta começava a cair, era LAAAAAAAARGA que só.
Depois de jogar bola muito, muito, muito, muuuuuuuito tempo, ficamos esperando um pouco de volta na piscina, e então veio o churrasco. Comi bem, e enquanto todos comiam; Andrey, Caio e Tomaz contavam algumas das suas histórias engraçadas. Aproveitei o contexto e entreguei pro pessoal ver os recados de coração da festa julina. Num deles Bia reconheceu a letra, ou o jeito de escrever, sei lá, mas não me disse quem foi. QUE ÓTIMO NÃO?
Após pouco tempo, fomos pra sauna. Eu estava empolgado, era a primeira sauna da minha vida. E também precisava, saí com calos do tamanho de ovos depois do futebol.
A sauna foi muito, muito, engraçada. O pessoal cantava e falava merda naquele lugar cheio de eco. Dali a pouco começou a subir o vapor. Cara, parecia trip depois de fumar maconha. Via tudo embaçado, ouvia as vozes do pessoal mas num via ninguém, cheiro forte de eucalipto, e isso tudo só aumentava.
Depois de algum tempo todos saímos. Eu tava vermelhão, fui me refrescar um pouquinho mais na piscina. Acabamos jogando futebol novamente, e diferentemente da primeira pelada, nessa eu participei mais, dei até assistência (era pra ser gol meu, o Ian só aproveitou..xD) e não marquei tanta bobeira quanto minha ruindade e meu pé com calos recém feitos poderia ter permitido.
Exausto e pra lá de cansado, apenas coloquei a roupa assim que a Julia disse que o pai dela ligou. Fiquei esperando um tanto. Voltei ao campo, todos já parados sentados conversando. Havia um pouco do churrasco pra gente curtir enquanto ríamos um pouco. Em certo momento, a mãe das meninas trouxe um doce de banana com canela (gosto de banana mas num gosto dessas misturas, nem provei..) e colocou no meio da roda pra gente comer. O pessoal foi comendo e ao sair a mãe delas colocou a mão no meu cabelo, fez aquele típico cafuné. Ela é um amor de pessoa, trata todo mundo muito bem, me trata bem até demais, daqui a pouco eu to mal acostumado.
Um pouco depois, chegou o pai da Julia. Despedida rápida do pessoal e fui embora. Deixei eles convidados pra ir na 'reunião' dos meus amigos no meu aniversário.
Cheguei em casa morto, exausto. To pra quase cair de sono e cansaço. Tem condição de nem levantar amanhã...quem mandou ser sedentário..
Ai ai, vida boa...vida louca...vida breve..
sexta-feira, 23 de julho de 2010
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